Dossier: Incontinência Urinária - Página 11 de 12 - Médicos de Portugal

A carregar...

Dossier: Incontinência Urinária

8 Dezembro, 2011 0

 

» E – Falência terapêutica

Apesar de todos os esforços, os doentes podem manter-se incontinentes, e, por isso, têm que utilizar material absorvente protector. Embora esta seja a única forma de poder resolver o problema em alguns casos, o seu uso generalizado é contra producente, pois os doentes, desta maneira, aceitam a incontinência como consequência da idade e não procuram suporte médico para se curarem. Além disso, este material é caro e, a longo prazo, pode causar irritações e lesões cutâneas importantes.

Apesar disso, estes produtos são largamente utilizados e dividem-se em dois tipos principais, os resguardos e as fraldas, que podem ser de um só uso ou reutilizáveis.

A categoria das fraldas pode ser dividida em três tipos: os pensos para senhoras, os pensos para homens e as fraldas propriamente ditas. Os pensos para senhoras são pequenas almofadas absorventes que se colocam por baixo da roupa interior e que servem para proteger de pequenas perdas. Os pensos para homens têm a mesma função mas a sua forma é diferente; têm uma forma cónica que se adapta ao pénis e, alguns modelos, também ao escroto. As fraldas propriamente ditas são utilizadas quando as perdas urinárias são grandes e são idênticas às usadas pelas crianças; assemelham-se a roupa interior, com elásticos na cintura e nas pernas a fim de impedir a saída de urina. Qualquer um destes produtos é constituído por três camadas: a superior, que é permeável e que encosta ao corpo, a do meio, absorvente, constituída por fibras, por vezes acompanhadas de um polímero para aumentar esta capacidade, e a inferior, que serve de base às outras, e é fabricada com material impermeável.

O desenvolvimento da manufactura das fraldas tem sido notável, nomeadamente nos materiais utilizados e nos modelos existentes, permitindo aos doentes uma melhoria na sua mobilidade e, por consequência, na qualidade de vida. A facilidade de as colocar, a aderência à roupa, a estética e discrição, a capacidade de absorção, o conforto e o preço são características que têm evoluído muito nos últimos anos.

Infelizmente há ainda alguns doentes que, para ultrapassar a sua incontinência, têm que ser algaliados. Este método deve ser evitado a todo o custo pois dará, inevitavelmente, azo a infecções urinárias, traumatismos da uretra e formação de cálculos. Além disso, a algália pode ficar obstruída ou haver emissão de urina à volta da algália o que pode aumentar a morbilidade. Considera-se que a probabilidade de um doente algaliado ter uma infecção urinária aumenta diariamente em 10%, o que significa que, ao fim de 10 dias, o doente certamente tem uma infecção urinária. Apesar disso, os antibióticos não devem ser administrados de maneira intempestiva; só devem ser tomados quando há uma situação clínica que o justifique, como uma infecção urinária acompanhada de febre e/ou sinais ou sintomas de envolvimento renal, prostático ou intra-escrotal ou então, com urina muito turva.

Contudo é importante que as algálias sejam colocadas em sistema fechado, isto é, que estejam sempre conectadas a um saco colector de urina, e que nunca seja colocado um pipo a fechar a algália que só é retirado para o doente esvaziar a bexiga. Não existe uma regra definida para quanto tempo uma algália deve permanecer num doente sem ser mudada, mas admite-se que, se for de latex normal, esse período não deve ser superior a 10/12 dias; se, no entanto, for de silicone, o período pode estender-se a um ou dois meses.

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.