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Ejaculação prematura

31 Julho, 2009 0

Mudam-se os tempos, muda o modo como se vive o prazer. E se, há umas décadas, o sexo se conjugava com o sujeito masculino, hoje em dia, as mulheres já têm mais voto na matéria. De tal modo que o desempenho do homem depende do grau de satisfação da parceira. Nesta corrida, o orgasmo é a meta a atingir. Mas e se ele chega primeiro? Nem tudo está perdido: há solução para contornar a ejaculação prematura e prolongar o tempo de prazer a dois.

Já diz o ditado que tudo o que é bom acaba depressa. E, quando se fala de prazer, este adágio popular encaixa na perfeição. Principalmente, quando em causa está um problema de ejaculação prematura, a disfunção sexual mais frequente no género masculino que, segundo alguns estudos, afecta 1 em cada 5 homens portugueses.

De acordo com a definição mais recente, “trata-se de um distúrbio sexual que se caracteriza por uma ejaculação rápida antes ou até um minuto após a penetração, em todas ou quase todas as tentativas”, esclarece o Dr. Jorge Rocha Mendes, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA). O Prof. Nuno Monteiro Pereira, urologista e director da Clínica do Homem e da Mulher, diz que, para além da rapidez, existe, sobretudo, “uma incapacidade em controlar o momento da ejaculação”.

Mas, como a ejaculação prematura não é toda igual, a abordagem do problema exige tratamentos distintos. Tal como refere o responsável da SPA, existem dois tipos de ejaculação prematura: “A primária é aquela que ocorre desde o início da vida sexual; já a secundária surge tardiamente, em qualquer fase da vida do homem.”

Hoje em dia, colocam-se em cima da mesa várias hipóteses para justificar este distúrbio masculino. “Admite-se que a ejaculação prematura tenha causas neurológicas e psíquicas, relacionados, sobretudo, com a ansiedade e o stresse”, aponta o mesmo urologista. “Antigamente”, ponderava-se a existência de “factores orgânicos periféricos, ligados ao pénis”. Actualmente, esta visão já passou de moda e, praticamente, já não é aceite: “O enfoque está nos mecanismos cerebrais.”

Apesar de haver algumas confusões, o especialista explica que a ejaculação prematura é completamente distinta da disfunção eréctil, muito embora, em alguns casos, um distúrbio possa conduzir ao outro. “Uma ejaculação prematura muito duradoura poderá acarretar uma incapacidade progressiva de obter uma boa erecção, conduzindo, assim, a uma impotência secundária.”

Qualquer que seja o tipo de ejaculação prematura, “o homem continua a ter orgasmo e, simultaneamente, prazer”. Mas a rapidez com que alcança o clímax poderá causar “alguma frustração”, não só ao homem, como também à parceira. Aliás, como adianta Nuno Monteiro Pereira, a ejaculação prematura não deve ser considerado um problema exclusivamente masculino, uma vez que afecta ambos os membros do casal.

 

Eles e elas

Homens de um lado, mulheres do outro. Nesta “guerra” de sexos, que disparidades existem entre ambos os géneros? Segundo alguns estudos, o tempo médio da ejaculação masculina é de três minutos. Já a mulher para ter um orgasmo demora, média, entre seis a sete minutos. “Do ponto de vista prático há uma diferença apreciável”, diz Nuno Monteiro Pereira.

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