Ejaculação prematura
Tratamentos que retardam o prazer
Até agora, a ejaculação precoce era “remediada” com recurso a sprays, cremes anestesiantes e alguns anti-depressivos, já que este grupo de medicamentos “atrasa a ejaculação”, refere Nuno Monteiro Pereira. Mas para retardar o prazer eram usadas outras técnicas, nomeadamente “o uso de preservativos mais grossos para diminuir a sensibilidade do pénis”.
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Recentemente, surgiu no mercado português um fármaco de administração oral que, tomado uma hora antes do acto sexual, “retarda significativamente a ejaculação”, indica o mesmo especialista. Embora não seja uma cura, Nuno Monteiro Pereira afirma que se trata de “uma preciosa ajuda”, principalmente se for combinado com a terapêutica psicológica.
“Com este medicamento [cujo efeito só dura no dia na toma] existe a capacidade de aumentar até quatro vezes mais o período de latência ejaculatória. Partindo do princípio que a ejaculação prematura ocorre até 1,8 minutos, este fármaco permite que o prazer se prolongue até aos 7,2 minutos, o tempo que a mulher demora até atingir o orgasmo”, completa Rui Xavier Vieira.
Graus de gravidade
A ejaculação prematura pode ser definida, consoante o grau de gravidade, em ligeira, moderada ou grave. “Pode dizer-se que é ligeira quando o homem sente desconforto porque não controlou completamente o momento da ejaculação” explica Nuno Monteiro Pereira. É moderada “quando esse descontrolo leva a que a ejaculação ocorra no minuto que se sucede à penetração”. E é grave “se a ejaculação ocorrer antes do coito, só com os preliminares ou um simples toque”.
Jornal do Centro de Saúde
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