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Como proteger as crianças no Verão?

30 Julho, 2009 0

O Verão é época de calor e de alguma descontracção. Mas com as crianças todo o cuidado é pouco nesta altura do ano, porque o perigo espreita em cada esquina. Por essa razão, passamos em revista todas as precauções que deverá ter, desde que sai de casa até chegar ao destino. Se todas as medidas forem cumpridas, é possível evitar até 80% dos acidentes com os miúdos.

Com a suspensão das escolas, em período de férias, é habitual que as crianças se sintam mais à vontade para explorar as actividades ao ar livre, já que as temperaturas são convidativas. “Nesta altura, é natural haver mais acidentes em locais onde a criança brinca ao ar livre: espaços de jogo e recreio, praias, piscinas ou na rua”, explica Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). Mas os percalços podem ocorrer em qualquer sítio, razão pela qual lhe traçamos o itinerários de cuidados antes, durante e depois da viagem de férias. Siga viagem, mas sem nunca esquecer as medidas de segurança.

 

Férias sobre rodas

Segundo a presidente da APSI, os acidentes rodoviários são a primeira causa de morte nas crianças. Assim, e independentemente da duração da viagem, Sandra Nascimento insiste na utilização dos sistemas de retenção (também conhecidos por “cadeirinhas”). “A utilização deste equipamento de protecção, ajustado ao peso e ao tamanho da criança, poder fazer a diferença entre a vida e a morte”, defende a responsável. Mesmo quando o destino final é o estrangeiro, a segurança rodoviária lá fora deve estar sempre acautelada, quando se aluga um carro. “Felizmente, as empresas de rent-a-car já possuem ‘cadeirinhas’ para alugar”, completa.

Contudo, independentemente da distância e do local de destino, a presidente da APSI diz que continuam a existir situações de falta de zelo por parte dos adultos. “Em tempo de férias, é comum ver os carros sobrelotados, com passageiros a mais e excesso de bagagem. Isto é um erro, ainda por cima se considerarmos que, nesta altura do ano, as estradas são mais perigosas. Por isso, para além de respeitar a lotação do carro, a bagagem tem de ser sempre colocada nos seus compartimentos próprios.”

Segundo a responsável, quando se prepara uma viagem longa de férias, devem-se fazer “paragens constantes para os mais pequenos descansarem e beberem água”. Mas a regra de ouro para que a viagem corra sobre rodas é a utilização do cinto de segurança por parte de todos os ocupantes. Já as crianças nunca devem ser transportadas sem as “cadeirinhas”. Embora, “com o passar dos anos, haja uma maior preocupação com o transporte de crianças”, há ainda famílias que não salvaguardam a segurança infantil na estrada. “Praticamente, 80 a 83% das famílias já usam a ‘cadeirinha’, mas ainda sobra 20% daqueles que ainda não utilizam este sistema”, lamenta.

Segundo o sítio da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, “uma colisão a 50 km/h, para uma criança que não esteja devidamente protegida, equivale a uma queda de um terceiro andar”. Por esta razão, é imperioso “explicar aos mais pequenos, desde muito cedo, a importância dos sistemas de retenção para a sua protecção em caso de acidente”, indica a mesma fonte. “Para uma instalação correcta e segura, devemos ler sempre atentamente os manuais de instruções do fabricante da cadeirinha e do veículo e respeitar essas instruções. O sistema de retenção deve, também, estar bem fixado à estrutura do veículo, nomeadamente através dos cintos de segurança do próprio veículo ou do designado sistema ISOFIX. As precintas do sistema de retenção (cintos internos da cadeirinha) devem estar sempre correctamente apertadas, ou seja, sem folgas, embora garantindo o conforto da criança.”

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