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Educação Sexual

6 Dezembro, 2011 0

É a esta aprendizagem específica, ou socialização, que se faz de forma intencional sobre esta “área” de questões, que se costuma designar (à falta de melhor termo) por educação sexual.

Tendo em conta as ligações da sexualidade às outras dimensões da identidade pessoal e das relações interpessoais e a sua mediatização social, a educação sexual integra todo um conjunto de componentes de outras áreas de aprendizagem tais como os valores e os afectos, ou as questões do género, a estrutura de personalidade, as competências dos indivíduos para lidarem com a sua intimidade.

A socialização dos indivíduos na área da sexualidade é, pois, um processo em que intervêm, assumindo ou não essa intervenção, todos os actores que nos modelam a nossa identidade em todas as outras áreas da nossa vida. Falo dos contextos mais informais como o familiar – progenitores e fratria – e os pares ou amigos. Refiro-me aos grandes modeladores sociais como os mass media e refiro-me finalmente aos meios de educação formal e nestes, em primeiro lugar, a escola.

Visitemo-los então.

 

Os mass media e a educação sexual das crianças e jovens

Uma característica das sociedades modernas é o papel e a importância dos chamados mass media na circulação rápida de informações e outros produtos culturais, ideias, formas de estar na vida e valores morais que saturam os quotidianos das populações das sociedades ocidentais.

Os mass media são, simultaneamente, componentes das realidades modernas e (re)produtores desta(s) realidade(s). O seu impacto é imenso na propagação das ondas de mudança social.

A abordagem de questões sexuais é uma questão essencial nos critérios de eficácia comercial dos media. Este processo de apropriação comercial da sexualidade não é recente.

Ele radicou na compreensão, já antiga, de uma questão simples: a sexualidade e o erotismo fazem parte da vida das pessoas, dos seus desejos, fantasias e preocupações, é um centro de grande interesse dos indivíduos e das sociedades e, por isso mesmo, utilizando uma linguagem económica, tem não somente um valor de uso como também um valor de troca.

Como afirma Folscheid (2002: 179) “É em primeiro lugar pela linguagem das imagens que o sexo constrói, hoje em dia, o seu lugar ao sol. Isto assenta perfeitamente na nossa época, que nos faz viver, de forma permanente, numa orgia de imagens de todos os tipos. No tempo do audiovisual, é normal que apareça o sexovisual… o sexo encontra nos media um excelente meio de difusão”.

(2) Veja-se também a este propósito as declarações recentes de um ministro da educação português afirmando que a educação sexual tinha sido “uma invenção” das suas antecessoras políticas (de cores diversas das suas).

[Continua na página seguinte]

Que papel têm os mass media na socialização de todos nós?

Muitas vezes os mass media são mistificadores. Obviamente que a sexualidade e o erotismo são, tão só, uma dos parcelas do nosso vida, dos nossos realidades.

Por vezes o centralidade de que atrás falámos é manifestamente exagerado. A beleza, o juventude, o desejo e o sedução podem ser portes ou momentos do realidade, mos não são todo o realidade.

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