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Diabetes para a vida

13 Outubro, 2009 0

Viver com diabetes exige um compromisso para toda a vida: manter a doença controlada é o desafio que enfrentam muitas crianças, a braços com o seu tipo 1. Por falta de insulina ou resistência do organismo à acção desta hormona essencial ao equilíbrio do açúcar no sangue.

Diabetes mellitus é o seu nome científico, um nome com sabor a mel, a evocar a ligação íntima ao açúcar que caracteriza esta doença. Mas apenas o nome é doce, porque a doença, se não controlada, pode ter consequências muito amargas.

Esta é uma doença do sistema endócrino, por envolver uma glândula – o pâncreas – e uma hormona – a insulina. O que está em causa é a forma como o organismo utiliza a glucose, açúcar produzido e armazenado pelo fígado mas também fornecido pelos alimentos e que constitui a principal fonte de energia do corpo humano.

Numa pessoa saudável, após cada refeição, o organismo decompõe os diversos nutrientes, que são absorvidos pelos intestinos e daí libertados para a corrente sanguínea. O que acontece com a glucose é que a sua entrada no organismo desencadeia a intervenção do pâncreas, fazendo-o fabricar insulina e lançá-la no sangue. É esta hormona que vai facilitar o acesso da glucose às células, funcionando como uma chave.

À medida que a insulina circula vai diminuindo a quantidade de açúcar no sangue (glicemia), o que, por sua vez, faz diminuir a actividade do pâncreas.

Mas sem insulina, ou com insulina em quantidade insuficiente, a glucose permanece no sangue – e níveis de açúcar mais elevados do que o normal podem abrir caminho a um vasto conjunto de problemas de saúde.

É isto que acontece na diabetes. Na do tipo 1, também designada por insulino-dependente (antes designada de diabetes juvenil, verifica-se que o pâncreas perde a capacidade de fabricar insulina.

A responsabilidade é do próprio sistema imunitário – as defesas do organismo – que ataca e destrói as células produtoras da hormona, inactivando-as. Não se sabe exactamente porquê, com os cientistas a inclinarem-se para a influência da genética associada à exposição a vírus que funcionará como detonador do ataque às células.

 

De olho nos sintomas

A diabetes do tipo 1 pode manifestar-se em qualquer idade, mas é mais frequente entre crianças e adolescentes. Com sintomas que tanto podem declarar-se gradualmente como de uma forma súbita. Nem sempre são óbvios, mas há alguns típicos da doença a que os adultos devem estar atentos.

Assim, uma criança com diabetes sente uma extrema vontade de urinar. É assim que os rins reagem ao excesso de açúcar no sangue: eliminando-o através da urina. Há uma maior perda de fluidos, o que causa uma sede invulgar: a criança, além de urinar mais e em maior quantidade, bebe mais água do que o habitual, numa tentativa de repor o equilíbrio. Se assim não acontecer há o risco de desidratação.

Comum é também uma fome excessiva: é que a falta de insulina impede o açúcar de penetrar nas células e de aí se transformar em energia. Mas, apesar de comer mais do que o habitual, uma criança com diabetes acaba por perder peso: na ausência de glucose, o organismo aproveita as reservas de gordura para abastecer as células.

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