Diabetes para a vida
Uma alimentação equilibrada é essencial para controlar a diabetes. Não é necessário confinar a criança a uma dieta rígida, desprovida dos alimentos mais atractivos. Uma criança diabética beneficia de todos os alimentos, mas é preciso vigiar aqueles que são as principais fontes de glucose – os hidratos de carbono (que podem dividir-se em complexos, açúcares e fibra).
Não se trata de eliminá-los, mas apenas de os dosear, optando preferencialmente pelos integrais e pelos que contêm fibra, de modo a que não haja desencontros com a insulina que façam disparar ou baixar em demasia os níveis de açúcar no sangue.
Naturalmente que importa cortar nos doces, sendo, no entanto, suficientemente flexível para abrir excepções. A moderar são os alimentos gordos, pois possuem demasiadas calorias e poucos nutrientes como vitaminas e sais minerais.
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Não têm vantagens nutricionais, além de contribuírem para o excesso de peso e os problemas a ele associados a prazo. Aliás, é um regime alimentar ideal para toda a família.
A alimentação de uma criança diabética – o tipo de alimentos e a frequência das refeições – deve ser adequada ao nível de actividade física.
O exercício físico é bom para todas as pessoas, de todas as idades. E é parte imprescindível do tratamento da diabetes. Contribui para um peso adequado, mantém a pressão arterial e as gorduras do sangue sob controlo, potencia o efeito da insulina e mantém o coração, os vasos sanguíneos e demais órgãos em forma. Podem ser necessários alguns cuidados adicionais, nomeadamente fazer um lanche prévio: é que o exercício físico faz baixar o açúcar no sangue.
A prática desportiva é, além disso, importante a nível psicológico e social, na medida em que permite que a criança se sinta igual às outras apesar da doença, partilhando interesses e ocupações.
Porque a diabetes do tipo 1 não se previne, nem se cura, o objectivo é mantê-la sob controlo. O que pode ser difícil quando o doente é uma criança: implica um esforço suplementar dos adultos, no sentido de a encorajarem a adoptar comportamentos saudáveis e a vigiar a doença.
Com o tempo, a criança aprende a medir a glicemia e a injectar a insulina. E aprende a viver com a doença. Sabendo que isso implica um compromisso para toda a vida. É esta a mensagem sublinhada todos os anos a 14 de Novembro, Dia Mundial da Diabetes.
Altos e baixos
Duas das complicações associadas à diabetes são a hipoglicemia e a hiperglicemia. Trata-se de desequilíbrios nos níveis de açúcar no sangue que importa avaliar e saber corrigir:
• Hipoglicemia – um sumo de fruta, um rebuçado de pasta dura ou outra fonte de glucose ajudam a corrigir os baixos níveis de glucose no sangue, elevando-os para valores normais.
• Hiperglicemia – pode ser necessário ajustar a alimentação ou a dose de insulina para fazer baixar a glicemia; se o nível de açúcar for demasiado elevado é conveniente levar a criança a uma urgência hospitalar.
Com a ajuda das farmácias
Desde 1998 que as farmácias estão envolvidas no Programa Nacional de Controlo da Diabetes, visando melhorar a acessibilidade dos diabéticos aos cuidados e produtos necessários para controlar a doença.

