Diabetes para a vida
A insulina é injectável, com recurso a uma seringa e agulha ou a um dispositivo semelhante a uma caneta. Estão também disponíveis bombas de insulina, que fornecem a hormona através de um pequeno tubo ligado a um cateter subcutâneo. Não é, no entanto, possível tomar a insulina oralmente, sob a forma de comprimido, pois os ácidos do estômago e intestinos destroem-na, neutralizando a sua acção.
É em função dos níveis de glucose que são definidas as doses de insulina necessárias para manter os níveis de açúcar controlados, sendo natural que o tratamento vá sendo adaptado em função da idade e de outros factores próprios de cada criança. O importante é que ela seja tomada conforme a prescrição.
A par da insulina, o tratamento da diabetes requer a monitorização regular da glicemia. Uma pequena picada no dedo é suficiente para conhecer o valor de açúcar no sangue e avaliar se o plano de tratamento está a fazer efeito. Esta é uma vigilância diária, com a frequência a ser determinada pelo médico.
Uma aliança saudável
Cumprir a terapêutica e monitorizar a glicemia são apenas dois elos de uma cadeia que inclui ainda a alimentação e o exercício físico. Juntos constituem uma aliança saudável a respeitar durante toda a vida.
Uma alimentação equilibrada é essencial para controlar a diabetes. Não é necessário confinar a criança a uma dieta rígida, desprovida dos alimentos mais atractivos. Uma criança diabética beneficia de todos os alimentos, mas é preciso vigiar aqueles que são as principais fontes de glucose – os hidratos de carbono (que podem dividir-se em complexos, açúcares e fibra).
Não se trata de eliminá-los, mas apenas de os dosear, optando preferencialmente pelos integrais e pelos que contêm fibra, de modo a que não haja desencontros com a insulina que façam disparar ou baixar em demasia os níveis de açúcar no sangue.
Naturalmente que importa cortar nos doces, sendo, no entanto, suficientemente flexível para abrir excepções. A moderar são os alimentos gordos, pois possuem demasiadas calorias e poucos nutrientes como vitaminas e sais minerais.
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Não têm vantagens nutricionais, além de contribuírem para o excesso de peso e os problemas a ele associados a prazo. Aliás, é um regime alimentar ideal para toda a família.
A alimentação de uma criança diabética – o tipo de alimentos e a frequência das refeições – deve ser adequada ao nível de actividade física.
O exercício físico é bom para todas as pessoas, de todas as idades. E é parte imprescindível do tratamento da diabetes. Contribui para um peso adequado, mantém a pressão arterial e as gorduras do sangue sob controlo, potencia o efeito da insulina e mantém o coração, os vasos sanguíneos e demais órgãos em forma. Podem ser necessários alguns cuidados adicionais, nomeadamente fazer um lanche prévio: é que o exercício físico faz baixar o açúcar no sangue.
A prática desportiva é, além disso, importante a nível psicológico e social, na medida em que permite que a criança se sinta igual às outras apesar da doença, partilhando interesses e ocupações.

