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Diabetes para a vida

13 Outubro, 2009 0

A prazo são outros os riscos, envolvendo o coração e a rede de vasos sanguíneos, os nervos, os rins, os olhos, os pés, a pele e os ossos. Sem a diabetes controlada, os órgãos e tecidos vão sendo danificados progressivamente, mas as consequências podem ser incapacitantes ou até pôr em causa a própria vida.

No que respeita ao coração, podem surgir problemas cardiovasculares, nomeadamente doença arterial coronária (angina de peito), acidente vascular cerebral e aterosclerose.

Quanto aos nervos, as principais vítimas são os capilares que irrigam os nervos, cujas paredes vão sendo destruídas pela circulação de sangue com açúcar a mais. Os efeitos começam por se notar nos dedos dos pés e das mãos, com “formigueiro” e dormência, sensação de queimadura e dor. Sem tratamento, o resultado da neuropatia – assim se chama esta condição – pode ser a perda de sensibilidade.

Já nos rins o impacto da diabetes verifica-se na rede de capilares que funcionam como filtro dos resíduos tóxicos, com risco de insuficiência renal. E nos olhos são também afectados os capilares da retina (retinopatia diabética), podendo originar cegueira. A diabetes aumenta ainda a probabilidade de cataratas e glaucoma.

Particularmente vulneráveis são os pés, devido aos danos causados nos vasos sanguíneos: cortes e feridas podem abrir caminho a infecções sérias, causa frequente de amputação. As infecções espreitam igualmente a pele, que se torna mais susceptível à acção de fungos e bactérias.

Do mesmo modo os ossos vão sendo fragilizados, perdendo densidade e conduzindo, na idade adulta, a um risco acrescido de osteoporose.

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Dependentes de insulina

Estas não são complicações inevitáveis, mas sim consequências de uma diabetes não controlada. É que, seja numa criança, seja num adulto, a diabetes, embora não tenha cura, é tratável. E, no caso do tipo 1, o tratamento tem um ingrediente incontornável: a insulina, o único medicamento capaz de manter a glicemia (açúcar no sangue) em valores considerados saudáveis, ao permitir que a glucose penetre nas células e aí seja transformada em energia.

A insulina é injectável, com recurso a uma seringa e agulha ou a um dispositivo semelhante a uma caneta. Estão também disponíveis bombas de insulina, que fornecem a hormona através de um pequeno tubo ligado a um cateter subcutâneo. Não é, no entanto, possível tomar a insulina oralmente, sob a forma de comprimido, pois os ácidos do estômago e intestinos destroem-na, neutralizando a sua acção.

É em função dos níveis de glucose que são definidas as doses de insulina necessárias para manter os níveis de açúcar controlados, sendo natural que o tratamento vá sendo adaptado em função da idade e de outros factores próprios de cada criança. O importante é que ela seja tomada conforme a prescrição.

A par da insulina, o tratamento da diabetes requer a monitorização regular da glicemia. Uma pequena picada no dedo é suficiente para conhecer o valor de açúcar no sangue e avaliar se o plano de tratamento está a fazer efeito. Esta é uma vigilância diária, com a frequência a ser determinada pelo médico.

 

Uma aliança saudável

Cumprir a terapêutica e monitorizar a glicemia são apenas dois elos de uma cadeia que inclui ainda a alimentação e o exercício físico. Juntos constituem uma aliança saudável a respeitar durante toda a vida.

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