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Viajante prevenido…

25 Junho, 2009 0

Cólera – É uma infecção intestinal transmitida por um micro-organismo existente em água contaminada. Vómitos, diarreia e desidratação são as suas principais manifestações.

Febre tifóide – Água e alimentos contaminados são os veículos desta doença transmitida por uma bactéria e que se manifesta por febre elevada, suores, calafrios, dores abdominais e nauseas.

Hepatite A – É a ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes que abre a porta a esta doença, entre cujos sintomas se incluem cansaço generalizado, dores de cabeça e abdominais, urina escurecida e pele amarelada.

Hepatite B – O contágio faz-se através dos fluidos corporais – sangue, saliva ou sémen. É uma doença sexualmente transmissível denunciada por um mal-estar geral, por perda de apetite e alterações na coloração da urina e da pele.

 

Pela boca…

A mais comum das doenças que afectam os turistas nestes destinos é a chamada diarreia do viajante. Na sua origem está a ingestão de água ou alimentos contaminados. E é fácil: basta pensar como, em dias de calor, apetece um copo de água gelada ou uma peça de fruta bem fresquinha… Ou como uma noite amena à beira-mar convida a uma bebida abundante em gelo…

Só que à boleia do copo de água, da fruta apetitosa e dos cubos de gelo podem viajar micro-organismos lesivos para a saúde. No mínimo, causam diarreia, mas há outras doenças a que podem abrir caminho.

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Há, pois, que prevenir, o que passa pela adopção de alguns cuidados básicos. Desde logo o de só beber água engarrafada, fervida ou tratada com cloreto (filtrá-la não é suficiente).

E só com esta água se devem fazer cubos de gelo, café ou chá. A fruta deve ser comida, de preferência, sem casca e a salada lavada apenas com água engarrafada ou purificada.

Os alimentos devem ser cozinhados a mais de 60ºC e nunca ficar à temperatura ambiente por mais de quatro horas. O ideal é mantê-los no frio abaixo dos 10ºC. O leite deve ser fervido e bebido logo após a fervura, assim que atinja uma temperatura adequada. Peixe e marisco, por mais apetecíveis, devem ser consumidos apenas bem cozinhados.

E, por mais atractivos que sejam os petiscos vendidos na rua, o melhor é resistir-lhes, pois as condições em que são mantidos são muito precárias – basta pensar que podem estar ao sol por horas e horas…

Ter atenção ao que se come e bebe é fundamental para prevenir problemas que podem estragar as férias. A este cuidado há que juntar uma higiene rigorosa, lavando as mãos sempre antes e depois de manusear alimentos e, claro, depois de uma ida à casa-de-banho.

De uma forma geral, os principais destinos não europeus eleitos para as férias estão associados a algumas ameaças para a saúde. Mas o grau de risco depende do país e da maior ou menor vulnerabilidade do viajante. Mas é sempre melhor não facilitar e jogar pelo seguro: para ir e voltar com saúde.

 

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