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Viajante prevenido…

25 Junho, 2009 0

ambiente e social muito próprio, com hábitos e costumes diferentes dos nossos, com outros níveis de cuidados de saúde. É que, num cenário do dia-a-dia, sabemos como reagir a um acidente, sabemos que existe uma farmácia, um centro de saúde ou um hospital onde nos prestarão socorro. Mas, longe de casa, o socorro pode não ser assim tão acessível.

Daí a importância de minimizar os riscos.

Como? Marcando, com a devida antecedência, uma consulta do viajante, disponível, nomeadamente, na zona da Grande Lisboa e do Grande Porto. Aí encontram-se especialistas que, de acordo com o destino programado, orientam o turista da melhor forma, quer transmitindo a informação necessária, quer recomendando a realização de determinados testes de saúde e – isto é essencial – administrando as vacinas que poderão marcar a diferença entre o sonho e o pesadelo.

É importante que o médico saiba para onde vai, em que altura do ano, como vai, onde vai ficar, o que pretende fazer. É importante também que saiba se sofre de alguma doença, quais as suas doenças anteriores, se toma medicamentos, se tem alergias, se tem as vacinas em dia. Com estes dados, na consulta do viajante é possível estabelecer um duplo perfil: o do turista e o do destino.

Aí receberá informações precisas e preciosas sobre o clima do local de férias, sobre as condições higieno-sanitárias, sobre as doenças mais frequentes, o modo como se transmitem, como se previnem e como se tratam. Certos grupos específicos – idosos, grávidas, diabéticos ou cardíacos – receberão recomendações adicionais. Desta consulta, o viajante pode também esperar aconselhamento sobre aspectos tão distintos como o modo de lidar com as fobias (o medo de voar é muito frequente), os enjoos, o chamado “jet lag” (devido aos fusos horários) ou a síndrome da classe turística (mal-estar associado à escassez de espaço nos aviões e às muitas horas que se passam sentadas). E ficará ainda a saber se é ou não aconselhável fazer um seguro de viagem, bem como se existe alguma representação diplomática portuguesa no destino escolhido para as férias.

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Doenças à espreita

São dados preciosos para umas férias em segurança. E com saúde. Com este mesmo objectivo, pode ser necessária vacinação contra doenças especificas, como a malária ou a febre amarela. Porque nos países tropicais – da América, da Ásia ou de África – o perigo espreita sob a forma de um mosquito, de água contaminada ou de alimentos crus mal lavados.

Vejamos quais são as principais doenças tropicais, assim chamadas por serem frequentes nos destinos mais exóticos mas que podem também declarar-se noutras latitudes:

• Malária – É a mais conhecida e porventura a mais temida de todas. Uma picada de mosquito é quanto basta para o parasita que causa a doença se infiltrar no sangue. Febre alta, suores e calafrios são os principais sintomas. É potencialmente fatal e endémica em muitos dos países que fazem as delícias dos turistas europeus.

• Febre amarela – É também transmitida por mosquitos e também se manifesta através de febre muito alta e repentina; suores e vómitos são outros s i n t o – m a s frequentes. É a única doença para a qual é exigido um certificado de vacinação internacional, que se obtém na consulta do viajante.

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