PRÉMIO BIAL distingue trabalho sobre doenças do envelhecimento e neurodesenvolvimento - Médicos de Portugal

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PRÉMIO BIAL distingue trabalho sobre doenças do envelhecimento e neurodesenvolvimento

7 Maio, 2009 0

O trabalho de investigação sobre a complexidade da Medicina do século XXI, coordenado pelo Prof. Miguel Castelo-Branco, director do Instituto Biomédico de Investigação da Luz e Imagem (IBILI), da Universidade de Coimbra, foi o vencedor do Grande PREMIO BIAL de Medicina 2008. Os prémios da 13ª edição do PRÉMIO BIAL foram entregues hoje, pelo Presidente da República, numa cerimónia no Instituto de Medicina Molecular, na Faculdade de Medicina de Lisboa.

Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração da Fundação Bial, Dr. Luis Portela, congratulou-se com o facto de nos últimos 25 anos a iniciativa, lançada em 1984, ter premiado “alguns dos melhores profissionais de Saúde portugueses e também alguns excelentes profissionais de outros países europeus”. E anunciou que a próxima edição de 2010, mantendo embora os dois mais altos galardões e um máximo de quatro menções honrosas, irá ter um novo regulamento que se encontra em preparação.

“A Fundação Bial pretende continuar a contribuir para a Inovação e para a divulgação da Ciência na área da Saúde, sobretudo em Portugal, mas também na Europa e no Mundo, porque a Saúde é de todos e a Ciência não tem fronteiras”, concluiu.

O Grande PREMIO BIAL de Medicina 2008 tem como ponto de partida a investigação desenvolvida nos últimos cinco anos pelo Prof. Miguel Castelo-Branco, que demonstra que as novas estratégias de combate a doenças como o Alzheimer, Parkinson ou glaucoma exigem novas ferramentas quantitativas, já disponíveis em Portugal, no IBILI, que permitam estudar a complexidade biológica da pessoa humana e assim desenvolver uma nova medicina centrada na pessoa e baseada nos aspectos preventivos.

Estas metodologias baseiam-se em novas técnicas que permitem medir tanto a estrutura como a função cerebral de um indivíduo e prever como esse cérebro se modifica ao longo do tempo. Um dos grandes objectivos é distinguir precocemente o envelhecimento visual normal do patológico. Por exemplo, o glaucoma é uma doença que afecta uma proporção considerável da população adulta, e os métodos clássicos só o detectam após o desaparecimento de quase metade das células da retina. Com as novas técnicas quantitativas e novas ferramentas de imagem, torna-se possível diagnosticar o glaucoma numa fase precoce em que praticamente ainda não existem sintomas, aumentando as probabilidades de sucesso da intervenção.

É uma medicina do futuro, fundamentada na identificação de marcadores biológicos (características que permitem identificar a doença numa fase pré-clínica, ou seja, sem sintomas) e no desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico precoce, que se aplicam a doenças do cérebro e da visão. O indivíduo é considerado em todas as dimensões relevantes, desde a genética à cognição.

Por fim, o trabalho aborda a noção de que um cérebro diferente não é necessariamente sinónimo de um cérebro doente ou com menores capacidades cognitivas. Por vezes, implica apenas um estilo cognitivo particular que pode ser treinado e adaptado para as exigências do quotidiano. É mostrado em que medida a imagem e a neurofisiologia cerebral podem contribuir para melhor compreender cérebros diferentes e para desenhar possíveis formas de reabilitacão funcional, nos casos em que isso se revela necessário.

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