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PRÉMIO BIAL distingue trabalho sobre doenças do envelhecimento e neurodesenvolvimento

7 Maio, 2009 0

O Grande PREMIO BIAL de Medicina 2008 tem como ponto de partida a investigação desenvolvida nos últimos cinco anos pelo Prof. Miguel Castelo-Branco, que demonstra que as novas estratégias de combate a doenças como o Alzheimer, Parkinson ou glaucoma exigem novas ferramentas quantitativas, já disponíveis em Portugal, no IBILI, que permitam estudar a complexidade biológica da pessoa humana e assim desenvolver uma nova medicina centrada na pessoa e baseada nos aspectos preventivos.

Estas metodologias baseiam-se em novas técnicas que permitem medir tanto a estrutura como a função cerebral de um indivíduo e prever como esse cérebro se modifica ao longo do tempo. Um dos grandes objectivos é distinguir precocemente o envelhecimento visual normal do patológico. Por exemplo, o glaucoma é uma doença que afecta uma proporção considerável da população adulta, e os métodos clássicos só o detectam após o desaparecimento de quase metade das células da retina. Com as novas técnicas quantitativas e novas ferramentas de imagem, torna-se possível diagnosticar o glaucoma numa fase precoce em que praticamente ainda não existem sintomas, aumentando as probabilidades de sucesso da intervenção.

É uma medicina do futuro, fundamentada na identificação de marcadores biológicos (características que permitem identificar a doença numa fase pré-clínica, ou seja, sem sintomas) e no desenvolvimento de novas ferramentas de diagnóstico precoce, que se aplicam a doenças do cérebro e da visão. O indivíduo é considerado em todas as dimensões relevantes, desde a genética à cognição.

Por fim, o trabalho aborda a noção de que um cérebro diferente não é necessariamente sinónimo de um cérebro doente ou com menores capacidades cognitivas. Por vezes, implica apenas um estilo cognitivo particular que pode ser treinado e adaptado para as exigências do quotidiano. É mostrado em que medida a imagem e a neurofisiologia cerebral podem contribuir para melhor compreender cérebros diferentes e para desenhar possíveis formas de reabilitacão funcional, nos casos em que isso se revela necessário.

Os grandes objectivos deste trabalho do Prof. Miguel Castelo Branco passam pela massificação dos novos métodos de imagem; pelo diagnóstico do autismo (doença do foro comportamental) através de técnicas de imagem cerebral dentro de cinco anos e por aprofundar estudos no âmbito da neuroreabilitação, nomeadamente em doenças como o autismo, síndrome de Asperger e síndrome de Williams.

O PREMIO BIAL de Medicina Clínica distinguiu um trabalho de investigação sobre as doenças reumáticas inflamatórias, como a artrite reumatóide, espondilite anquilosante, as artrites microcristalinas (por exemplo, a gota) e as doenças difusas do tecido conjuntivo (por exemplo, o lúpus) e a forma como os progressos na medicina influenciaram a prática clínica nos últimos dez anos. A equipa, liderada pelo Prof. João Eurico da Fonseca estudou o modelo de evolução da abordagem terapêutica das doenças reumáticas inflamatórias baseado no conhecimento fisiológico das mesmas e na introdução de fármacos biológicos. Este trabalho foi desenvolvido ao longo dos últimos dez anos no seio de um Centro Médico Académico (Instituto de Medicina Molecular – Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa – Hospital de Santa Maria), integrando investigação biomédica e a investigação clínica.

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O estudo reflecte igualmente a importância do prognóstico da doença. Esta equipa está a definir marcadores de prognóstico da doença, que indicam numa fase inicial da doença se esta tem uma evolução rápida e grave, procurando oferecer a melhor opção terapêutica possível.

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