Como proteger as crianças no Verão?
Acresce o facto de, ao andar com pouca roupa, “os raios solares poderem provocar queimaduras, pelo que se aconselha a colocação de um protector solar nas brincadeiras ao ar livre”. É ainda recomendável que as crianças não utilizem fios ao pescoço nas brincadeiras com grande actividade motora, nomeadamente na utilização de equipamento de espaço de jogo e recreio. Mas em qualquer situação de brincadeira, os pais devem estar sempre por perto, para acompanharem os filhos.
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Redobrar os cuidados
“Quando as praias não estão devidamente enquadradas e vigiadas, podem ser espaços mortais e muito perigosos para as crianças”, realça o comandante Nuno Leitão. Mas não só as praias escondem perigo. Há ainda as piscinas, local onde normalmente ocorre o maior número de afogamentos. O porta-voz do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) deixa alguns conselhos úteis para os pais.
– Vigiar sempre as crianças na praia: um simples golpe de distracção pode representar a perda de uma criança;
– Nunca deixar as crianças brincarem sozinha perto da linha de água;
– Se estiver a decorrer uma festa perto de um ambiente aquático, responsabilizar sempre um adulto pela vigilância das crianças;
– A única forma de prevenção dos afogamentos é vigilância contínua e apertada;
– Vedar os acessos à piscina (numa casa de férias), para que a criança não entre na água sem um adulto;
– Nunca deixar os brinquedos das crianças perto do alcance da piscina. Após o período de piscina arrumar os brinquedos numa zona longe da água;
– Na praia, não deixar uma criança numa poça de água na areia. Uma criança de um ano e meio ao cair com a cabeça para a frente, com um palmo de água, morre afogada;
– Nos períodos de férias, atenção aos poços, aos baldes de água, bebedouros de animais, aos rios, às praias fluviais e aos tanques. Tudo o que possa conter uma mão-travessa de água é um risco escondido para uma criança morrer se não estiver devidamente vigiada.
Protecção a dobrar
Há cuidados que não se devem descurar em tempo de férias. Um deles é com a protecção da pele das crianças. Mas existem outros, como explica Nuno Leitão.
– Antes de ir para a praia, os pais devem aplicar abundantemente um protector solar nas crianças; a colocação na praia não surte efeito, porque a criança, com a viagem, está transpirada, o que dificulta a absorção do protector na epiderme;
– Ao chegar à praia, deve-se colocar uma nova camada de protector solar, incidindo essa protecção solar nas orelhas, palmas das mãos, pés, pescoço e cara;
– A criança deve usar um panamá de abas e não um chapéu. Quando uma criança se perde na praia, ao usar um panamá, caminha sempre com o sol nas costas. E as buscas são mais eficazes, havendo uma probabilidade de 50% de encontrar a criança. Com um chapéu de palha a criança caminha contra ou de frente para o sol. Neste caso, as buscas são mais complicadas, porque não se sabe a orientação em que a criança caminha relativamente à linha de costa;

