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Como proteger as crianças no Verão?

30 Julho, 2009 0

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Perigos dentro e fora de quatro paredes

“Normalmente, associa-se o período de férias a uma altura em que a família vai viver temporariamente para um local novo, que esconde novos riscos”, afirma Sandra Nascimento. Mas, antes de se ir de férias, há uma regra fundamental para não haver surpresas desagradáveis: fazer uma preparação e antecipar alguns percalços. Para isso, “os adultos devem avaliar, previamente, as condições do local e da habitação sazonal, antecipar os riscos existentes e certificar-se que existem medidas de protecção adequadas para os mais novos”.

“Os pais devem tentar saber previamente se existem varandas e escadas e se estão devidamente protegidas com guardas, cancelas e limitadores de abertura”. Estas medidas servem para prevenir a ocorrência de quedas dos mais pequenos. Mas é ainda importante conhecer o meio envolvente à casa de férias. Para tal, os pais devem certificar-se que, na eventualidade de existirem piscinas, poços ou tanques, estes se encontram vedados ou tapados. Quanto mais autónoma for a criança, mais longe consegue ir.”

Para os mais velhos e autónomos, “as medidas passam por estabelecer regras e limites para determinado tipo de actividades fora de casa”. Se a criança for praticar desportos náuticos, “é preciso confirmar se usa o equipamento correcto, se vai para locais vigiados e se vai acompanhado”. Alguns estudos indicam que os afogamentos acontecem no primeiro dia de férias e, na maioria das vezes, enquanto as famílias estão a desfazer as malas. Por este motivo, é essencial “fazer sempre o reconhecimento do local: explorar o interior da casa e espaço envolvente, no momento da chegada”. Dentro de habitação, é preciso averiguar a localização das tomadas e protege-las se necessário, verificar a protecção de das escadas, varandas ou janelas, e guardar os produtos potencialmente tóxicos em locais altos e fechados.

 

Surpresas “envenenadas”

“Nas férias, não deve aliviar a vigilância quando se muda o habitat natural”, comenta a Dr.ª Fátima Rato, coordenadora do Centro de Informação Antivenenos (CIAV). “Globalmente, nos meses de Verão há um maior número de contactos, tanto em crianças como em adultos. E há uma série de factores que contribuem para isso. No que diz respeito às crianças, no período do Verão, os pais andam mais distraídos. As pessoas não estão tão concentradas nos locais que frequentam fora de casa e, devido a essa situação, as crianças podem ter contacto com produtos químicos, ingerindo-os.”

Segundo a responsável, o número de intoxicações ou envenenamentos que ocorrem em crianças entre 1 e os 4 anos de idade (o grupo mais atingido) rondam os 60 a 65%. “Isto Isso prende-se com o facto de as crianças começarem a andar, terem uma grande curiosidade e estarem a descobrir o mundo nessas idades.” Mas, por vezes, alguns destes acidentes são evitáveis, desde que se tenha atenção a alguns “pormenores que fazem a diferença”. Para a coordenadora do CIAV, “deve-se evitar colocar os detergentes em embalagens de água ou de sumo. Isto pode ter consequências graves”. Deve-se, ainda, “manter os produtos tóxicos fora do alcance das crianças, principalmente os detergentes da máquina de roupa ou da loiça, que são os que acarretam mais problemas”.

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