Pelos que não fumam
O desconforto é grande: o corpo continua a emitir sinais – tonturas e dores de cabeça, garganta dorida e boca seca, acessos de tosse, dores musculares e nas articulações. É assim que o organismo se vai adaptando. A começar pelo cérebro, que se vê sobrecarregado de oxigénio, enquanto os pulmões são sujeitos a um processo de limpeza exteriorizado em acessos de tosse sem qualquer outra razão.
E porque a síndrome de abstinência é dolorosa um dos métodos para deixar de fumar consiste em fornecer ao organismo a nicotina de que foi privado. É a chamada terapia da reposição de nicotina, uma terapia de transição que alivia o desejo agudo de fumar e os sintomas da privação mas não tem o inconveniente dos efeitos tóxicos do tabaco.
Só a força de vontade pode não ser suficiente para deixar de fumar. Há medicamentos que complementam essa determinação. Estão disponíveis sob a forma de adesivos, pastilhas, inalantes e spray nasal, sendo que algumas destas apresentações podem ser adquiridas na farmácia, sem necessidade de receita médica.
A cessação tabágica é, aliás, um dos domínios da intervenção farmacêutica, pelo que pode contar com o aconselhamento profissional do seu farmacêutico para levar avante a sua intenção de deixar o fumo longe dos seus pulmões.
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Menos tabaco
O ano de 2008 foi um ano de mudança – legislativa e de comportamentos – relativamente ao consumo de tabaco em Portugal. Foi o primeiro ano da chamada “lei do tabaco”, ao abrigo da qual passou a ser proibido fumar nos espaços públicos, locais de trabalho, unidades de saúde, estabelecimentos de ensino e locais como museus, centros comerciais, aeroportos e meios de transporte. Os estabelecimentos de restauração são os únicos com tolerância, uma vez que foram abertas excepções.
E ao fim de um ano cinco por cento dos fumadores deixaram de fumar, além de que outros 28 por cento alteraram os seus hábitos tabágicos, fumando, em média, menos nove cigarros por dia. O balanço é do estudo “Impacto da Lei de Prevenção do Tabagismo, divulgado pela Direcção-Geral de Saúde.
Segundo o estudo, além de menos fumadores, houve menos venda de tabaco – nos primeiros dez meses de 2008 registou-se uma queda de 13,5 por cento face ao mesmo período de 2007.

