Pelos que não fumam - Página 6 de 7 - Médicos de Portugal

A carregar...

Pelos que não fumam

27 Maio, 2009 0

Aos doentes que não podem ser operados é possível aplicar tratamentos de radioterapia, tendo como objectivo retardar a evolução do tumor. A cura já não é a meta, além de que esta terapia pode ter como efeitos secundários uma inflamação do pulmão. Tosse, dificuldades respiratórias e febre são os sinais de alerta.

Quanto à quimioterapia, é uma opção terapêutica geralmente aplicada no chamado cancro de células pequenas – de evolução muito rápida e propagação fácil a outras partes do corpo (metástases). Por vezes combinada com radioterapia, tem o mérito de prolongar a vida a uma percentagem considerável de doentes.

[Continua na página seguinte]

Respirar é difícil

A chamada tosse do fumador é também um dos sintomas iniciais da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Faz-se sentir logo pela manhã, ao acordar, com frequência acompanhada de expectoração num corpo que não consegue vencer o cansaço, por mais que repouse.

Muitas vezes confundida com a asma, esta doença nada tem a ver com alergias, decorre de uma exposição prolongada a poluentes, sobretudo ao tabaco. As vias respiratórias vão sendo obstruídas, a respiração torna-se uma canseira. A situação tué progressiva e agrava-se ao longo da vida. As crises respiratórias sucedem-se e cada vez são mais sérias.

Outra característica que a distingue da asma é o facto de ser mais frequente com a idade: até aos 40 anos é raramente identificada, mais tarde é que a causa daquele cansaço e daquela tosse vem ao de cima. Para este diagnóstico é fundamental uma prova de função respiratória, pela qual se avalia a capacidade respiratória do doente e a facilidade com que expele o ar. O que se verifica é que nas pessoas afectadas o ar entra melhor no peito do que sai, o que significa que há pouca capacidade de renovação.

Depois de diagnosticada, segue-se o tratamento. Com medicamentos, que atenuam os sintomas e melhoram a capacidade respiratória. Mantêm a doença sob controlo, mas não a curam. Em situações agudas, a invalidez e a morte podem ser o desfecho de uma patologia menos conhecida e temida do que o cancro do pulmão mas igualmente perigosa.

Em comum, as duas patologias têm o facto de serem quase sempre detectadas tardiamente e de terem como causa quase exclusiva o tabaco. Perante isso, o que fazer? Como prevenir? Deixando de fumar!

 

O último cigarro

Deixar de fumar é possível. E, à excepção dos que assumem gostar mesmo de fumar, o mais provável é que quase todos os fumadores já tenham manifestado, pelo menos uma vez na vida, o desejo de deixar esta dependência. Muitos tentam, mas ficam pelo caminho. Mas há cada vez mais exemplos de sucesso.

A verdade é que é preciso muita determinação para abandonar o hábito/vício. O próprio organismo se vira contra a pessoa, porque reage mal à ausência da nicotina. É a chamada síndrome da abstinência – insónias, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e instabilidade emocional são sintomas da privação. E parece que o desejo de fumar é ainda maior: dura “apenas” três a cinco minutos, mas é o suficiente para desesperar ou… acender um cigarro.

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.