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Acidentes à espreita

28 Maio, 2009 0

Em casa os acidentes espreitam nas tarefas mais simples, como cozinhar. Cortes e queimaduras são comuns mas, quase sempre, pouco graves. É preciso é saber como tratá-los e, também, prevenir.

Uma panela com água a ferver que se derrama sobre a mão, uma faca que se escapa, um ferro de engomar que desliza ao encontro de um braço, um prego que se martela mais ao lado… são exemplos do quotidiano, exemplos de pequenos acidentes comuns no ambiente doméstico.

Quem paga é a pele. Sejam cortes ou queimaduras, enquadram-se todas na designação de feridas porque em comum têm o facto de serem lesões da pele. As mais superficiais ficam-se pela epiderme, pelo que são de menor gravidade. Já as mais profundas atingem a derme e, eventualmente, tendões, ligamentos ou músculos, sendo, portanto, mais graves.

Todas exigem cuidados adequados – com ou sem recurso médico em função da gravidade – e rápidos, de modo a minimizar a extensão dos danos e a promover uma recuperação sem marcas.

 

Queimaduras em graus

As queimaduras contam-se entre os acidentes mais comuns no ambiente doméstico. Líquidos quentes que se entornam, uma tomada eléctrica que faz faísca, um produto químico que entra em contacto com a pele… são tudo queimaduras. As mais frequentes são as térmicas, resultantes da acção do calor, mas as eléctricas e as químicas também acontecem.

Seja qual a for a causa, as queimaduras classificam-se por graus, do 1 ao 3, com gravidade crescente. As mais ligeiras são, pois, as de 1º grau e afectam apenas a epiderme, deixando-a quente e vermelha, com sensação de calor e dor. Geralmente, saram em três a seis dias. Já as de 2º grau são mais dolorosas porque atingem a derme, formando-se ainda bolhas com líquido, com a cicatrização a poder prolongar-se por três semanas. Quanto às de 3º grau, são as mais profundas, envolvendo destruição de tecidos e dos nervos: a pele ganha uma aparência esbranquiçada ou escura, sem dor. A recuperação é muito lenta, podendo ser necessária intervenção cirúrgica para substituição dos tecidos.

As que acontecem em casa quase sempre podem ser tratadas sem recurso à emergência médica. Com excepção das queimaduras eléctricas – os chamados “choques” -, pois podem afectar áreas não visíveis.

O primeiro cuidado deve ser aliviar a dor e arrefecer a pele, o que se consegue aplicando soro fisiológico ou, na sua falta, água fria corrente, durante 3 a 5 minutos. Se surgirem bolhas, utilizar o mesmo principio, podendo aplicar-se na zona lesionada uma solução anti-séptica (sem álcool), secando levemente com uma compressa esterilizada – o algodão não deve ser usado pois pode aderir à ferida. O que também não deve ser colocado sobre a queimadura é manteiga ou qualquer outra gordura, mas sim penso absorvente, a mudar com regularidade. Não se devem rebentar as bolhas e se elas rebentarem por si não se corta a pele, pois há o risco de infecção.

Nas queimaduras químicas, é também preciso lavar a pele com água corrente, excepto se o produto for em pó – é que a água pode facilitar a absorção do corrosivo, pelo que se deve limpar a ferida, removendo ao máximo os vestígios.

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