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Pelos que não fumam

27 Maio, 2009 0

Só a força de vontade pode não ser suficiente para deixar de fumar. Há medicamentos que complementam essa determinação. Estão disponíveis sob a forma de adesivos, pastilhas, inalantes e spray nasal, sendo que algumas destas apresentações podem ser adquiridas na farmácia, sem necessidade de receita médica.

A cessação tabágica é, aliás, um dos domínios da intervenção farmacêutica, pelo que pode contar com o aconselhamento profissional do seu farmacêutico para levar avante a sua intenção de deixar o fumo longe dos seus pulmões.

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Menos tabaco

O ano de 2008 foi um ano de mudança – legislativa e de comportamentos – relativamente ao consumo de tabaco em Portugal. Foi o primeiro ano da chamada “lei do tabaco”, ao abrigo da qual passou a ser proibido fumar nos espaços públicos, locais de trabalho, unidades de saúde, estabelecimentos de ensino e locais como museus, centros comerciais, aeroportos e meios de transporte. Os estabelecimentos de restauração são os únicos com tolerância, uma vez que foram abertas excepções.

E ao fim de um ano cinco por cento dos fumadores deixaram de fumar, além de que outros 28 por cento alteraram os seus hábitos tabágicos, fumando, em média, menos nove cigarros por dia. O balanço é do estudo “Impacto da Lei de Prevenção do Tabagismo, divulgado pela Direcção-Geral de Saúde.

Segundo o estudo, além de menos fumadores, houve menos venda de tabaco – nos primeiros dez meses de 2008 registou-se uma queda de 13,5 por cento face ao mesmo período de 2007.

Os não fumadores constituem a grande maioria da população portuguesa. Não fumam mas isso não significa que não sejam vítimas do tabaco fumado por outros – são os fumadores passivos.

Em nome deles, o país possui uma legislação anti-tabágica mais restritiva, que limita os espaços com fumo. A eles se juntaram entretanto muitos outros portugueses que, à boleia dessas restrições, se decidiram por fumar o último cigarro. Muitos outros começaram a fumar menos.

São exemplos a provar que é possível perder um hábito que se transforma num vício e coloca a saúde em perigo. O primeiro cigarro é, quase sempre, fumado como um ritual de integração no grupo de pares. Por isso, se começa tantas vezes na adolescência.

Experimenta-se porque os outros já fumam, experimenta-se porque não se quer ficar de fora. E depois ganha-se-lhe o gosto. Depois encontram-se mil e um pretextos. Desde manter as mãos ocupadas, a controlar a ansiedade. Até que já não são precisas razões: fuma-se porque sim!

E quando se fuma assim o corpo sente a falta do tabaco. E se reclama é sinal de que a dependência já se instalou. Tudo por culpa da nicotina, uma droga psicoactiva presente na folha do tabaco. Quando se inala, o alcatrão do fumo do tabaco transporta a nicotina até ao pulmão, onde é libertada no fluxo sanguíneo. E como qualquer outra droga, cria habituação – o organismo vai-se habituando e reage quando sente a falta.

Emergem então sintomas como o nervosismo, a ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e insónias. Os pensamentos fixam-se no tabaco e cresce uma certa obsessão, que leva o fumador a desenvolver todos os esforços para conseguir um cigarro. Um bom exemplo é a ansiedade gerada quando, em casa, já de noite, se descobre um último cigarro no maço: pode até nem se fumar mais, mas torna-se imperativo sair e comprar outro maço.

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