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E picam e picam e picam…

22 Agosto, 2009 0

É difícil escapar aos insectos nos dias de Verão. São companhias indesejadas que incomodam e muito. E que importa manter à distância, sobretudo quando se é alérgico.

É quase inevitável: os insectos rondam as actividades ao ar livre, ameaçando picar a cada volta do seu voo incessante. E picam por sobrevivência: uns, como as abelhas, porque se sentem ameaçados, outros, como os mosquitos, para se alimentarem.

Algumas picadas são tão discretas que mal damos por elas, mas outras são bem dolorosas. Mas, com dor ou sem ela, todas incomodam. É que, ao picarem, os insectos libertam uma saliva que provoca comichão. A picada provoca geralmente uma reacção local mais ou menos intensa. E coçar é meio caminho andado para deixar a pele irritada: fica vermelha e o prurido aumenta, formando-se uma pápula – mancha em redor da picada – e, eventualmente, uma pequena bolha repleta de pus.

Há pessoas mais sensíveis do que outras às picadas de insectos. Nelas, a reacção pode não ser apenas cutânea. Quando há sensibilidade à picada de insecto, as reacções locais são mais exuberantes e podem ocorrer reacções sistémicas que se manifestam poucos minutos após a exposição.

Aqui podem existir diversos tipos de manifestações, isoladas ou em associação, com grau de gravidade variável: dificuldade respiratória baixa (caso da asma) ou alta, esta podendo ser edema da glote; dores abdominais, náuseas e vómitos, prurido generalizado e urticária e, em casos mais graves, uma descida rápida da pressão arterial, com possibilidade de perda de consciência. Estes sintomas correspondem à anafilaxia, reacção sistémica grave que coloca em perigo de vida.

A maioria das picadas de insecto resolve-se rápida e facilmente, com recurso a alguns gestos simples mas eficazes. Em primeiro lugar, há que retirar a pessoa do local onde foi picada, de modo a evitar nova incursão dos insectos.

Depois, é essencial lavar o local afectado com água e sabão neutro, como forma de prevenir infecções. Em seguida, aplica-se gelo ou compressas frias, o que ajuda a aliviar a dor e o prurido. Há insectos, como as abelhas e as vespas, que não se limitam a picar: deixam ficar a arma do crime – o ferrão, através do qual se vai libertando veneno.

Em pequenas quantidades, este veneno apenas incomoda, mas, em doses maiores, pode dar origem a uma reacção tóxica, que apresenta os sinais típicos de envenenamento. Dado o risco, há que tomar algumas precauções no momento da retirada do ferrão. Não se deve puxar nem torcer, pois corre-se o risco de introduzir ainda mais veneno no corpo.

O mais correcto é raspar suavemente a superfície da pele até fazê-lo sair, com a ajuda, por exemplo, do canto de um cartão de crédito ou até da unha. Uma vez retirado o ferrão, deve lavar-se a zona da picada com água e sabão, aplicar gelo e uma solução de bicarbonato na propoção de três para um de água.

Quando a inflamação, a dor e o prurido são muito intensos, pode ser necessário recorrer a medicamentos, estando disponíveis medicamentos – loções calmantes e pomadas – que combinam um anti-histamínico, um analgésico e um corticosteróide: peça conselho ao seu farmacêutico sobre a melhor alternativa para o seu caso.

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