Alimentos, fonte de juventude?
Nem todos os alimentos têm esta virtude, mas aqueles que possuem antioxidantes são essenciais para combater os radicais livres, agentes do envelhecimento precoce mas também suspeitos de associação a diversas doenças como o cancro.
Fala-se cada vez mais em radicais livres e em antioxidantes e não é por acaso. Graças aos avanços científicos, conhece-se cada vez melhor o funcionamento do corpo humano.
E, numa sociedade em que o aumento da longevidade é uma realidade indesmentível, um dos segredos ultimamente desvendados vai precisamente ao encontro dos esforços para acrescentar vida aos anos: a descoberta de átomos instáveis capazes de danificar as células e produzir lesões que abrem caminho ao envelhecimento precoce e potenciam um vasto conjunto de patologias, das cardiovasculares às oncológicas.
São os radicais livres.
São gerados no organismo, enquanto parte dos processos metabólicos que sustentam a vida, em particular da respiração celular. O próprio oxigénio que respiramos pode revelar-se prejudicial: é que a maior parte é convertida em água, mas uma pequena quantidade (2 a 5 por cento) transforma-se em radicais livres. Nem todos são, no entanto, prejudiciais, estando envolvidos no combate às bactérias e vírus.
É quando produzidos em excesso que constituem uma ameaça para o organismo. É o meio ambiente que faz disparar a proporção de radicais livres: o fumo do tabaco, a poluição, as radiações (do sol e dos aparelhos de raios X), o álcool, alguns medicamentos, as gorduras alimentares.
À defesa com fruta e legumes
Estes agressores potenciam a instabilidade dos átomos, pondo em risco a saúde celular e até o próprio ADN, o código genético de cada um. É certo que o corpo humano possui um mecanismo de defesa, formado por substâncias, cuja missão é neutralizar os radicais livres e, assim, prevenir as lesões celulares.
São os antioxidantes.
Numa pessoa que tenha hábitos de vida saudáveis e que faça uma alimentação equilibrada – abundante em alimentos frescos como a fruta e os legumes e moderada em gorduras – é maior a probabilidade de estas defesas serem eficazes contra os radicais livres. Mas também é um facto que o corpo humano está sujeito a uma infinidade de ameaças ambientais que nem sempre são controláveis (é o caso da poluição), o que favorece o desenvolvimento dos átomos instáveis, gerando um desequilíbrio nocivo para a saúde.
É a alimentação que fornece os antioxidantes que o organismo utiliza. São eles sobretudo as vitaminas e os sais minerais, cada um com uma função e um benefício específicos: nas vitaminas as principais são a E e a C, mas também o betacaroteno (provitamina A), enquanto nos minerais se destacam o selénio e o zinco. Também o licopeno e os flavonóides protegem as células dos radicais livres.
O importante é que a alimentação contenha alimentos que forneçam todos estes antioxidantes, pois todos eles são necessários.
O máximo benefício obtém-se com a fruta e os legumes, pois são as principais fontes de antioxidantes. Daí que seja recomendada a sua inclusão a todas as refeições, devendo o consumo mínimo ser de cinco porções diárias – isto equivale a três peças de fruta e 200 gramas de legumes ou a 300 gramas de legumes e duas peças de fruta.

