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Pele: Sinais de risco

23 Agosto, 2009 0

São os que mudam de forma, diâmetro, contornos ou cor e que podem indiciar uma lesão maligna. Sobretudo numa pele agredida pelos raios solares, com um historial de queimaduras. É terreno fértil para o melanoma, o mais grave dos tumores cutâneos e que está a crescer a cada Verão que passa.

As estatísticas são frias mas reflectem a realidade de uma forma indesmentível: em Portugal, todos os anos surgem cerca de dez mil novos casos de tumores cutâneos, quase mil dos quais correspondem à sua forma mais maligna – o melanoma, cuja taxa de mortalidade oscila entre os 10 e os 20 por cento após cinco a dez anos, mas depende do estádio do melanoma na altura do diagnóstico.

As estatísticas dizem ainda que um em cada três cancros na população branca é cutâneo, sendo que uma em cada seis pessoas poderá desenvolver a doença ao longo da vida. E o sol é responsável por cerca de 90 por cento destes casos.

A incidência do melanoma está a aumentar, duplicando em cada década desde 1930: nessa altura, o risco de desenvolver este tumor cutâneo maligno era de um para cada 1.500 pessoas, mas na viragem do século tinha já disparado para um em cada 80 pessoas.

São números avançados a cada Verão com a missão de alertar a população para os riscos da exposição excessiva e desprotegida ao sol. Na origem desta escalada estão, de acordo com os especialistas, os maus hábitos, nomeadamente a falta de protecção solar adequada e a exposição ao sol nas horas em que ele incide mais a pique sobre o corpo, mas também as férias-relâmpago para países tropicais, com a mudança abrupta de latitude a impedir que a pele se adapte.

Os solários também contribuem para este cenário, sabendo-se que dez exposições anuais nas máquinas de bronzear aumentam em oito vezes o risco de desenvolver cancro da pele. Assim se explica que, de acordo com a Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, estes tumores estejam a aumentar de uma forma selectiva, com maior incidência nas classes média-alta e alta.

Ainda assim os mais descuidados na relação com o sol continuam a ser os jovens. Um inquérito divulgado recentemente dá conta de que 70 por cento dos jovens entre os 16 e os 24 anos frequentam a praia no chamado horário vermelho e sem protecção adequada. São, pois, sérios candidatos a desenvolver cancro da pele.

 

Pele ameaçada

O melanoma é o tipo de cancro cutâneo mais grave, mas menos frequente, com a maioria dos casos a corresponderem a carcinomas, baso-celulares ou espino-celulares.

Os primeiros são os mais vulgares, atingindo sobretudo as pessoas de pele clara que se expõem regularmente ao sol por via da sua actividade profissional: as suas “vítimas” encontram-se entre os trabalhadores rurais, pescadores, trabalhadores da construção civil. Daí que as áreas do corpo mais vulneráveis sejam as que estão mais expostas ao sol, como a face, o pescoço e o dorso.

É quase sempre depois dos 40 este carcinoma se manifesta, sob a forma de um nódulo rosado e brilhante, de crescimento lento, ou de uma ferida superficial sem causa aparente e sem tendência para desaparecer espontaneamente.

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