E picam e picam e picam…
Mas, ao fim de três dias, surgem os sintomas – febre, dor de cabeça, dores corporais, náuseas. Se aparecerem manchas vermelhas na pele, sangramento (no nariz e gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vómitos persistentes, há que procurar de imediato os serviços de saúde, pois pode estar-se perante um quadro de dengue hemorrágico.
O mesmo mosquito é um dos responsáveis pela transmissão da febre amarela, doença provocada pelo flavivírus, que se encontra em macacos. É, normalmente, a fêmea do mosquito que está contaminada e é ela a picar os seres humanos. Febre elevada, fortes dores de cabeça, vómitos e, nos casos mais graves, hemorragias são os principais sintomas desta infecção cujo nome está associado à cor que a pele adquire: o amarelado da icterícia.
Este vírus pode alastrar a órgãos como os rins, o fígado, os pulmões e o coração, dando origem a problemas graves que podem conduzir à morte. Este é um risco que se previne através da vacinação: dez dias antes da potencial exposição, garantindo uma imunização por dez anos.
É também uma fêmea – mas do mosquito Anopheles – que transmite a malária ou paludismo, embora haja outras fontes possíveis de infecção. Quando pica, o insecto liberta uma saliva e, com ela, os parasitas causadores da doença. Uma vez no organismo, depositam-se no fígado, onde se multiplicam. Duas a quatro semanas depois, invadem os glóbulos vermelhos do sangue, aí se voltando a multiplicar, o que faz com que rebentem.
Dez a 35 dias depois da picada, emergem os sintomas: os primeiros – arrepios e tremores, seguidos de febre – podem confundir-se com os de uma gripe. Mas pode haver sintomas mais graves, como convulsões, delírios, desmaio, problemas circulatórios, dependendo as consequências do tipo de malária.
Também aqui é possível prevenir, estando disponível medicação profilática recomendada quando se viaja para destinos onde a doença é endémica. Antes de viajar, é conveniente fazer uma consulta de medicina do viajante.
E uma vez no local há que adoptar alguns cuidados, nomeadamente evitar os locais infestados, aplicar repelente e vestir roupas protectoras, evitar sair de casa ao amanhecer e entardecer, manter portas e janelas fechadas, sobretudo nestas alturas do dia, usar um mosquiteiro sobre a cama.
É que há picadas e picadas…
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
www.anf.pt

