E picam e picam e picam... - Página 2 de 3 - Médicos de Portugal

A carregar...

E picam e picam e picam…

22 Agosto, 2009 0

Estes cuidados são, naturalmente, insuficientes nas situações mais graves: uma reacção generalizada ou tóxica implica o recurso imediato a uma emergência médica.

[Continua na página seguinte]

Insectos ao longe

Qualquer picada, por menor que seja, é sempre desagradável, pelo que o melhor é tentar manter os insectos longe da pele. Prevenir não é possível a 100 por cento, até porque os insectos partilham os mesmos espaços que nós, sobretudo aqueles que têm vegetação.

Mas é possível acautelar o risco. O que se consegue evitando, sempre que possível, sair ao amanhecer e ao entardecer, pois são as alturas do dia em que há maior concentração de insectos, em busca do fresco que as horas de maior calor lhes negam.

Além disso, os insectos são atraídos por cores vistosas, pelo que é útil optar por roupas mais discretas, com tons mais neutros. E mais coladas ao corpo, ainda que não justas, de modo a impedir que eles possam entrar por uma manga, por exemplo, e assim atingir a pele.

Tal como as cores, também os odores atraem os insectos: cosméticos e perfumes com cheiros muito activos funcionam como um convite a uma picada. A evitar, naturalmente.

Os alimentos e as bebidas têm igualmente um efeito poderoso sobre estes pequenos voadores, sendo conveniente mantê-los tapados, não vá um deles “acompanhar a refeição”…

Ferramenta de prevenção importante é ainda o repelente. Trata-se de uma substância química que não os mata, mas trava a sua aproximação, oferecendo protecção por várias horas. Dado que são químicos, importa jogar pelo seguro, o que passa, nomeadamente, por escolher apenas um que esteja autorizado pela Direcção-Geral de Saúde. Procure, pois, na embalagem o respectivo símbolo para um uso em segurança.

Além disso, há que respeitar as instruções de aplicação: na pele ou na roupa, consoante o tipo de repelente, nunca sobre pele irritada, evitando o contacto com olhos e boca e lavando bem as mãos após cada aplicação. Nas crianças, devem ser os adultos a aplicar o repelente, não obstante existirem embalagens do tipo roll-on. É que há sempre o perigo de contacto directo das mãos e, delas, com a boca ou os olhos.

Não há, pois, razões para abdicar dos piqueniques ou dos passeios pelo campo.

 

Picadas de risco

Há países onde uma picada de insecto pode significar muito mais do que a pele inflamada e comichão. Pode significar uma doença infecciosa grave como a malária, a febre amarela ou o dengue. E entre esses países contam-se alguns dos preferidos pelos portugueses como destino de férias, como o Brasil ou Cabo Verde.

O dengue tem sido notícia recentemente pelas vítimas que tem feito nalgumas regiões brasileiras. A culpa é sobretudo do Aedes Aegypti, uma das duas espécies de mosquitos que transmite a doença. Com aspecto inofensivo, prolifera nas proximidades das habitações ou até no seu interior, desde que haja recipientes onde se acumule água.

[Continua na página seguinte]

Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, de modo a evitar o sol quente, mas também pode rondar nos períodos de maior calor, atacando à sombra, em casa ou no exterior. É uma picada que não se percebe, pois não causa dor nem prurido no imediato.

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.