Dossier Diabetes: Controle-a, sff!
A diabetes tem cura?
A diabetes não tem cura. É uma doença crónica, o que significa que é para a vida. Contudo, pode – e deve – ser controlada, o que significa respeitar a terapêutica e realizar, com regularidade, o teste de glicemia de modo a verificar se os medicamentos estão ou não a fazer efeito.
Quais são as suas complicações?
Se não for tratada e controlada devidamente, a diabetes pode constituir uma séria ameaça para a vida. Algumas complicações são de curto prazo, mas requerem cuidados imediatos. É o que se verifica com a hipoglicemia: os níveis de açúcar no sangue baixam causando suores, tremores, fraqueza, tonturas e náuseas.
O contrário – níveis de açúcar elevados (hiperglicemia) dá origem a sintomas como vontade acrescida de urinar, sede extrema, boca seca, visão nublada e fadiga.
Outra complicação possível é a acumulação de acetona no sangue: trata-se de um ácido tóxico produzido pelo organismo quando começa a “atacar” a gordura armazenada para obter energia. Manifesta-se através sede execessiva, perda de apetite, náuseas, vómitos, dores abdominais e um hálito com odor doce e frutado.
A prazo são outros os riscos, envolvendo o coração e a rede de vasos sanguíneos, os nervos, os rins, os olhos, os pés, a pele e os ossos. No que respeita ao coração, podem surgir problemas cardiovasculares, nomeadamente doença arterial coronária (angina de peito), acidente vascular cerebral e aterosclerose.
Quanto aos nervos, as principais vítimas são os capilares que os irrigam, cujas paredes vão sendo destruídas pele circulação de sangue com açúcar a mais, acabando por causar lesão no nervo. Os efeitos começam por se notar nos dedos dos pés e das mãos, com formigueiro e dormência, sensação de queimadura e dor. Sem tratamento, o resultado da neuropatia – assim se chama esta condição – pode ser a perda de sensibilidade.
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Já nos rins o impacto da diabetes verifica-se na rede de capilares que funcionam como filtro dos resíduos tóxicos, com risco de insuficiência renal. E nos olhos são também afectados os capilares da retina – retinopatia diabética -, sendo na idade adulta uma causa comum de cegueira.
Particularmente vulneráveis são os pés, devido aos danos causados nos vasos sanguíneos: cortes e feridas podem abrir caminho a infecções sérias, causa frequente de amputação.
As infecções espreitam igualmente a pele, que se torna mais susceptível à acção de fungos e bactérias. Do mesmo modo os ossos vão sendo fragilizados, perdendo densidade e conduzindo, na idade adulta, a um risco acrescido de osteoporose.
A intervenção farmacêutica na diabetes
A intervenção farmacêutica na diabetes pode gerar uma poupança de 274 milhões de euros, correspondente a 2,3 por cento do orçamento da saúde. A avaliação é da Espírito Santo Research Sectorial (ESRS), que, em colaboração com o Centro de Estudos de Avaliação em Saúde (CEFAR), avaliou o impacto económico da intervenção continuada das farmácias na diabetes a partir da campanha “Controlar a Diabetes está na Sua Mão”, realizada em 2007 nas farmácias.

