Dossier Diabetes: Controle-a, sff!
Já na diabetes tipo 2, estão identificados alguns factores de risco, com destaque para o excesso de peso e obesidade e para a inactividade. Está provado que quanto mais tecido adiposo se tem – sobretudo abdominal – mais as células se tornam resistentes à insulina.
O que se agrava num quadro de sedentarismo: é que o exercício físico ajuda a controlar o peso, na medida em que há um maior gasto de energia (logo uma maior utilização da glucose, o que torna as células mais sensíveis à insulina).
As mulheres apresentam um risco muito particular: as que tiveram diabetes gestacional ou deram à luz filhos com quatro ou mais quilos têm uma maior probabilidade de desenvolver diabetes.
Ter antecedentes familiares também aumenta o risco, o mesmo acontecendo com a idade: a incidência da diabetes tipo 2 aumenta à medida que os anos passam, embora esteja a aumentar significativamente entre as crianças e os adultos jovens. Uma influência nefasta de um estilo de vida em que predominam escolhas pouco saudáveis.
Quais os principais sintomas?
Os sintomas são comuns aos dois tipos: quando a glucose sobe para valores acima dos normais, o resultado pode ser aumento da quantidade de urina e da sede, sensação de fome, perda de peso rápida, fadiga e problemas de visão (como se estivesse nublada). A diabetes do tipo 2 também pode ser denunciada pela dificuldade em cicatrizar feridas e por infecções frequentes. Nem todas as pessoas apresentam estas manifestações, mas na sua presença deve consultar-se um médico.
Como se diagnostica a doença?
O diagnóstico passa essencialmente pela realização de testes sanguíneos, de modo a medir os níveis de açúcar no sangue – glicemia. Outros testes mais específicos permitem identificar qual o tipo de diabetes, a partir daí se definindo o tratamento.
Como se trata?
O objectivo do tratamento é manter a glicemia o mais próximo do normal possível e reduzir o risco das complicações associadas. O que passa por uma aliança entre a vigilância dos níveis de açúcar no sangue, uma alimentação saudável, actividade física regular, manutenção ou redução do peso, bem como por medidas farmacológicas.
No que respeita aos medicamentos, existem dois tipos: os antidiabéticos orais e a insulina. Os primeiros são utilizados apenas no tratamento da diabetes tipo 2, existindo várias alternativas que podem ser administradas isoladamente ou combinadas.
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Já a insulina constitui o único tratamento para a diabetes tipo 1 – dela depende mesmo a sobrevivência dos doentes -, mas é também utilizada no tipo 2, quando os medicamentos orais não conseguem controlar a glicemia.
Quais os valores de glicemia considerados normais?
Os valores podem oscilar em função de cada caso, mas, de uma forma geral, considera-se normal uma glicemia inferior a 110 mg de açúcar por decilitro de sangue se a medição for efectuada em jejum. Se for efectuada uma a duas horas após as refeições o limite é 145 mg/dl.

