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Doenças respiratórias: À boleia do frio

19 Janeiro, 2010 0

As crises de asma variam em intensidade e duração, mas na maioria dos casos a evolução da doença é favorável, iniciado tratamento adequado.

Para controlar os sintomas e a doença inflamatória de base, existem dois tipos principais (entre outros) de medicamentos: os broncodilatadores e os anti-inflamatórios. Os primeiros visam dilatar as vias respiratórias, melhorando o fluxo de ar. Quanto aos segundos, trata-se de reduzir a inflamação das vias aéreas podendo ser usados por via sistémica numa exacerbação e por via inalatória como preventivos.

 

Pneumonia

É uma das complicações mais comuns de uma gripe não tratada ou negligenciada.
Aliás, os seus sintomas iniciais imitam os da gripe: tosse, febre, arrepios.

A sua causa pode ser vírica, bacteriana e, mais raramente, tem origem em fungos ou noutros micro-organismos. Na criança é mais frequente vírica e no adulto bacteriana.

A semelhança é apenas nos sintomas, porque as consequências são diferentes: o que está em causa é a saúde dos pulmões. A pneumonia é uma inflamação dos alvéolos pulmonares, os pequenos sacos de ar existentes nas extremidades dos brônquios. Em circunstâncias normais, os pulmões estão a salvo de infecções pois o organismo filtra o ar que respiramos.

Mas nem sempre os filtros naturais são eficazes. Ou pela agressividade dos agentes infecciosos ou pelo enfraquecimento das defesas do organismo, a infecção pode acontecer. Vírus ou bactérias progridem até aos alvéolos, onde sofrem a acção das células brancas do sangue (os leucócitos) que integram o sistema imunitário e, em consequência, atacam os invasores.

Mas a presença, em simultâneo, de todos estes elementos nos pequenos sacos de ar acaba por causar inflamação: enchem-se então de fluido, tornando a respiração difícil e desencadeando os demais sintomas da pneumonia.

Perante a suspeita de pneumonia – nomeadamente quando os sintomas de gripe permanecem mais tempo do que é habitual ou se agravam – há que recorrer ao médico. É que a pneumonia trata-se, mas também pode complicar-se e ser até fatal.

Dado o risco, há sinais que não devem ser ignorados: é o caso da tosse persistente e com produção de muco, dor no peito (ao tossir e mesmo ao respirar) febre elevada e inexplicada, com tremores e arrepios, e falta de ar. Sobretudo nos grupos de risco: crianças (com dois anos ou menos), idosos, pessoas com o sistema imunitário deprimido ou com outras patologias respiratórias, cardíacas ou renais.

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Mais vale prevenir

Não é possível evitar por completo as doenças respiratórias. Mas, sabendo que há factores que as potenciam, é sempre possível minimizar o risco. Assim, há alguns cuidados que estão ao alcance de todos:

• Não fume e evite ao máximo ambientes com fumo do tabaco. Não fume em casa;

• Evite, se possível, locais poluídos, nomeadamente com muito tráfego automóvel ou com fumos industriais;

• Em casa, evite alcatifas, tapetes e cortinados muito densos, em que se possam acumular pó e outras substâncias passíveis de irritar o aparelho respiratório ou desencadear sintomas alérgicos em indivíduos susceptíveis;

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