Terapêuticas oncológicas: Esperança de vida - Médicos de Portugal

A carregar...

Terapêuticas oncológicas: Esperança de vida

24 Novembro, 2011 0

Embora temidas pela dor e pelo desconforto que causam, a quimioterapia e a radioterapia continuam a ser dois caminhos de esperança no tratamento do cancro, porque ao destruir as células malignas podem permitir a remissão do tumor e o prolongar da vida.

A luta contra o cancro é uma verdadeira corrida de fundo. E, apesar dos enormes saltos científicos e tecnológicos, esta doença caminha a passos largos para ser a primeira causa de morte em Portugal.

Dor e sofrimento adquirem uma singular simbiose com esperança e alento, o que permite percorrer e esgotar as alternativas de tratamento em prol de uma melhor qualidade e de uma vida mais longa. Neste trajecto, a cirurgia é quase indissociável da quimioterapia e da radioterapia. E sendo armas úteis neste combate, comportam riscos e alguns sacrifícios. Cada sessão pode envolver desconforto, cansaço, náuseas e vómitos, seguindo-se da eventual queda de cabelo, que afecta emocionalmente, em particular as mulheres, correspondendo a uma dose adicional de fragilidade.

Antes ou depois da intervenção cirúrgica para a remoção total ou parcial do tumor, os tratamentos são forma de cura ou de mitigação do galope das células cancerígenas.

Assim, a quimioterapia consiste na administração de medicamentos que actuam sobre as células cancerosas, visando a sua destruição, controlando ou impedindo o seu crescimento e aliviando os sintomas causados pelo desenvolvimento do tumor. Esses medicamentos podem ser ministrados por via oral (sob a forma de comprimidos), por via endovenosa, por punção lombar ou ou através de injecções subcutâneas ou intramusculares, sendo as três primeiras formas as mais frequentes.

É perante um tumor concreto e consoante o estádio de desenvolvimento da doença que o médico escolhe o tipo de fármaco, a quantidade a ser utilizada e a forma de administração.

A mesma avaliação ditará se as tomas são diárias, semanais ou mensais.

Em regra, utiliza-se a chamada poliquimioterapia, que consiste na aplicação combinada de vários fármacos.

Esta é uma opção terapêutica em que se optimiza a actuação dos diversos fármacos, reduzindo-se a resistência do tumor a cada um desses medicamentos e obtendo-se uma maior resposta por cada dose administrada.

A quimioterapia pode estar indicada antes ou após uma cirurgia ou radioterapia, ou ainda isoladamente, sem que haja intervenção cirúrgica, mas também em conjunto com outras técnicas, como a radioterapia (caso em que se chama quimioradiação).

Consoante o tipo de abordagem, a quimioterapia pode ser curativa; adjuvante do tratamento quando administrada após o tratamento cirúrgico ou a radioterapia, com o objectivo de destruir células residuais e reduzir a probabilidade de ocorrerem metástases; prévia ao tratamento com o objectivo de reduzir parcialmente o tumor (quimioterapia neo-adjuvante) ou paliativa.

Assim, quando o objectivo é o controlo total do tumor, a quimioterapia é tida como curativa, mas quando a técnica é utilizada para melhorar a qualidade da sobrevida do doente, não tendo finalidade curativa, fala-se em quimioterapia paliativa.

[Continua na página seguinte]

Fazer das fraquezas… forças!

Os temidos efeitos secundários da quimioterapia são justificados, na medida em que sendo um tratamento sistémico, os medicamentos administrados afectam também as células normais, ainda que em menor grau relativamente às células malignas. Estes efeitos secundários são mais evidentes nas estruturas do organismo que estão em permanente renovação, nomeadamente a medula óssea, os pêlos e a mucosa do aparelho digestivo. Estas estruturas são sujeitas à toxicidade dos medicamentos quimioterápicos, com maior ou menor intensidade em função do fármaco utilizado e da concentração do mesmo, do tempo de exposição e da duração do tratamento.

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.