Terapêuticas oncológicas: Esperança de vida
As perturbações gastrointestinais – náuseas, vómitos, diarreira, com o doente a ficar muitas vezes prostrado praticamente durante todo o intervalo entre tomas – são frequentes, embora não ocorram com todos os medicamentos utilizados e, a prazo, acontece muitas vezes a tão receada alopécia – a perda de cabelo.
Este processo pode ser doloroso do ponto de vista emocional, sendo muitas vezes aconselhado que os doentes rapem o cabelo antes que ele comece a cair, assim esperando poupar algum sofrimento.
Cada sessão de quimioterapia pode traduzir-se num sofrimento para muitos doentes, devido aos efeitos secundários, o que pode levar à desistência do tratamento e da luta contra a doença. Mas o segredo para o êxito do tratamento é seguir rigorosamente as indicações terapêuticas, no sentido de conseguir o alívio dos sintomas, preparar a cirurgia e acautelar eventuais recidivais.
A radioterapia poderá ser melhor tolerada pelos doentes, sendo normalmente utilizados raios de radiação ionizantes dirigidos à área do corpo onde está alojado o tumor, o que permite minimizar o prejuízo causado às células adjacentes. No corpo do doente, é identificada e marcada a área sobre a qual incidirá uma dose pré-calculada de energia que, em contacto com os tecidos, provoca a morte das células malignas.
Em regra, a dose total de radiação é dividida em várias sessões diárias, o que permite atingir o maior número de células cancerígenas sem causar dano às dos tecidos saudáveis.
O grau de sensibilidade do tumor às radiações é muito variável, ainda que se admita que a radioterapia tem maior eficácia quando o tumor é mais sensível à radiação. Nas situações em que a radiação permite destruir todas as células cancerígenas sem danificar tecidos sãos, podemos falar de cura.
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Os efeitos das radiações são tendencialmente suportáveis, mas poderão existir danos a nível da epiderme e das mucosas digestivas, urinária e genital, bem como na medula óssea. Assim, a radioterapia pode implicar efeitos colaterais, especialmente quando é associada a um tratamento de quimioterapia. Além da inflamação das mucosas, pode originar a esterilidade nos homens e nas mulheres.
O cancro é, hoje, uma das principais causas de morte em Portugal. E se, nalguns casos, estão identificados factores de risco – como é o caso do tabaco no desenvolvimento de um cancro do pulmão – a verdade é que se pode manifestar em pessoas com um estilo de vida irrepreensível.
O ponto fulcral é um diagnóstico tão precoce quanto possível, para que os métodos de tratamento possam ser bem-sucedidos. Tenacidade, perseverança e resistência são traços de personalidade bem-vindos numa luta sem limites.
Radio ou quimio?
A radioterapia é um método de tratamento por radiações, recorrendo a raios altamente energéticos para matar as células cancerígenas. Há tratamentos que envolvem uma radiação externa, através de uma máquina, com periodicidade diária, em muitos casos; a radiação interna (por implante ou braquiterapia) advém de material radioactivo existente em finos tubos de plástico, colocados directamente na zona de intervenção.

