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Terapêuticas oncológicas: Esperança de vida

24 Novembro, 2011 0

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Fazer das fraquezas… forças!

Os temidos efeitos secundários da quimioterapia são justificados, na medida em que sendo um tratamento sistémico, os medicamentos administrados afectam também as células normais, ainda que em menor grau relativamente às células malignas. Estes efeitos secundários são mais evidentes nas estruturas do organismo que estão em permanente renovação, nomeadamente a medula óssea, os pêlos e a mucosa do aparelho digestivo. Estas estruturas são sujeitas à toxicidade dos medicamentos quimioterápicos, com maior ou menor intensidade em função do fármaco utilizado e da concentração do mesmo, do tempo de exposição e da duração do tratamento.

As perturbações gastrointestinais – náuseas, vómitos, diarreira, com o doente a ficar muitas vezes prostrado praticamente durante todo o intervalo entre tomas – são frequentes, embora não ocorram com todos os medicamentos utilizados e, a prazo, acontece muitas vezes a tão receada alopécia – a perda de cabelo.

Este processo pode ser doloroso do ponto de vista emocional, sendo muitas vezes aconselhado que os doentes rapem o cabelo antes que ele comece a cair, assim esperando poupar algum sofrimento.

Cada sessão de quimioterapia pode traduzir-se num sofrimento para muitos doentes, devido aos efeitos secundários, o que pode levar à desistência do tratamento e da luta contra a doença. Mas o segredo para o êxito do tratamento é seguir rigorosamente as indicações terapêuticas, no sentido de conseguir o alívio dos sintomas, preparar a cirurgia e acautelar eventuais recidivais.

A radioterapia poderá ser melhor tolerada pelos doentes, sendo normalmente utilizados raios de radiação ionizantes dirigidos à área do corpo onde está alojado o tumor, o que permite minimizar o prejuízo causado às células adjacentes. No corpo do doente, é identificada e marcada a área sobre a qual incidirá uma dose pré-calculada de energia que, em contacto com os tecidos, provoca a morte das células malignas.

Em regra, a dose total de radiação é dividida em várias sessões diárias, o que permite atingir o maior número de células cancerígenas sem causar dano às dos tecidos saudáveis.

O grau de sensibilidade do tumor às radiações é muito variável, ainda que se admita que a radioterapia tem maior eficácia quando o tumor é mais sensível à radiação. Nas situações em que a radiação permite destruir todas as células cancerígenas sem danificar tecidos sãos, podemos falar de cura.

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Os efeitos das radiações são tendencialmente suportáveis, mas poderão existir danos a nível da epiderme e das mucosas digestivas, urinária e genital, bem como na medula óssea. Assim, a radioterapia pode implicar efeitos colaterais, especialmente quando é associada a um tratamento de quimioterapia. Além da inflamação das mucosas, pode originar a esterilidade nos homens e nas mulheres.

O cancro é, hoje, uma das principais causas de morte em Portugal. E se, nalguns casos, estão identificados factores de risco – como é o caso do tabaco no desenvolvimento de um cancro do pulmão – a verdade é que se pode manifestar em pessoas com um estilo de vida irrepreensível.

O ponto fulcral é um diagnóstico tão precoce quanto possível, para que os métodos de tratamento possam ser bem-sucedidos. Tenacidade, perseverança e resistência são traços de personalidade bem-vindos numa luta sem limites.

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