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Pele: Sinais de risco

23 Agosto, 2009 0

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São os sinais que denunciam a doença, pelo que os especialistas recomendam a todas as pessoas que façam um auto-exame cutâneo regular como forma de se familiarizarem com as manchas pigmentadas e os sinais e estarem, assim, melhor preparadas para fazer o despiste precoce de uma eventual alteração. Não se trata de ser a própria pessoa a fazer o diagnóstico precoce da doença, mas sim de a habilitar a consultar rapidamente um dermatologista se tiver suspeitas.

Neste auto-exame deve-se ter particular atenção ao tamanho dos sinais, à sua forma, bordo, cor e evolução. A cada um dos sinais, mas sobretudo se surgir um novo, deve aplicar-se a chamada regra ABCDE – A de assimetria, B de bordo, C de cor, D de diâmetro e E de espessura.

Assim, há que tentar perceber se a forma do sinal é irregular ou redonda, se o contorno é irregular ou delimitado, se a cor é uniforme ou não, se o diâmetro é inferior ou superior a cinco milímetros e se houve espessamento recente ou não do sinal.

No fundo, é a irregularidade que alimenta a suspeita, na medida em que um sinal de forma simétrica, de contornos arredondados, de cor uniforme, com menos de cinco milímetros de diâmetro e que não tenha sofrido mutações na sua espessura é um sinal que não deve merecer preocupação de maior. Caso contrário, é melhor tirar as dúvidas com um especialista.

Até porque nem todas as alterações significam um tumor. Um melanoma pode desenvolver-se em qualquer parte do corpo, mas parecem existir algumas diferenças entre sexos. Assim, nos homens a mutação celular acontece geralmente ao nível do tronco, da cabeça e do pescoço, enquanto nas mulheres ocorre com mais frequência nos braços e pernas.

 

Tempo precioso para a vida

Significa isto que, em matéria de melanoma, o despiste e o diagnóstico precoces podem ser fundamentais, podem marcar a diferença entre a vida e a morte. Porque, se não for tratado na sua fase mais inicial, o melanoma constitui uma severa ameaça à vida. É que, além de ser um tumor maligno, tem uma enorme capacidade para se metastizar, estendendo-se a outros órgãos que não a pele – gânglios, fígado, pulmões, entre outros.

Nesta altura, a probabilidade de remissão é já muito reduzida, ao contrário do que acontece quando o tempo joga a favor do doente. Daqui a importância de não conviver com a suspeita nem com o receio de ela se confirmar: à mínima dúvida, mesmo que pareça infundada, há que procurar conselho médico.

Uma biópsia à lesão cutânea permite encontrar as respostas que se impõem: trata-se da análise laboratorial de um pequeno fragmento da pele lesionada para detectar eventuais células malignas. Se o diagnóstico for positivo, há que iniciar de imediato o tratamento, que é quase sempre cirúrgico para remoção do tumor mas que, quando houve metastização, costuma ser acompanhado de quimioterapia e de radioterapia.

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O objectivo de qualquer uma destas técnicas é destruir as células malignas, no primeiro caso recorrendo a medicamentos injectados por via endovenosa, no segundo caso mediante a exposição a radiações em doses elevadas e de alta energia.

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