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Pele: Sinais de risco

23 Agosto, 2009 0

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O tratamento existe e, se aplicado nas fases iniciais, resulta quase sempre na cura. Mas se o tumor evoluir sem intervenção pode tornar-se muito agressivo e invadir os tecidos vizinhos, provocando grandes defeitos e mutilações (no nariz, pavilhões auriculares e pálpebras, por exemplo). Mesmo assim é possível obter bons resultados com recurso à cirurgia e radioterapia, embora haja o risco de o doente ficar desfigurado devido às lesões.

Também o carcinoma espino-celular predomina entre as pessoas que estão permanentemente expostas ao sol, mas de idades mais avançadas. É igualmente nas áreas mais expostas, como a face, o pescoço, o dorso das mãos e as pernas que surge, quase sempre sobre lesões pré-cancerosas ou a partir de cicatrizes ou úlceras.

É mais agressivo e de crescimento mais rápido do que o baso-celular, apresentando-se como um nódulo com tendência para sangrar ou lesão lisa com crosta descamativa que não cura, ou como uma úlcera. Se não tratado, pode invadir os tecidos circundantes e, além disso, originar metástases à distância passíveis de causar a morte.

Contudo, quando diagnosticado e tratado a tempo são elevadas as probabilidades de cura. Quanto ao melanoma é, de facto, o mais agressivo de todos os tumores cutâneos. E, ao contrário dos demais, não está associado a uma exposição crónica ao sol, mas a uma exposição intempestiva e intermitente.

Quase sempre existe um passado de “escaldões” em idades mais jovens. Muitas vezes tudo começa com um sinal…

 

De olho nos sinais

A maior parte de nós possui lesões pigmentadas no corpo: são os sinais, as sardas, as manchas de cor escura – pelo menos 25 em todo o corpo de um adulto. Não os vemos como lesões, mas são-no de facto. E vão-se adquirindo com o crescimento, pois poucos são os sinais de nascença.

Também não os vemos como perigosos, nem lhe prestamos grande atenção, confiando no facto de a grande maioria ser benigna. Todavia, há alterações – na forma, nos contornos, no diâmetro ou na cor – que podem constituir o primeiro indício de um qualquer tipo de cancro da pele.

Perdem o seu carácter benigno. E o melanoma é precisamente um tumor maligno que se desenvolve a partir das células pigmentadas da pele, os melanócitos. E desenvolve-se predominantemente numa pele já agredida pelos raios solares, uma pele que já sofreu os famosos escaldões: são queimaduras solares, aparentemente passageiras, mas que deixam marcas subliminares, que vão sendo como que memorizadas até que, com o tempo e com a continuidade da exposição excessiva ao sol, acabam por despertar e originar alterações celulares próprias de um tumor.

Aliás, possuir antecedentes de queimaduras solares na infância e/ou adolescência constitui um factor de risco no que toca ao melanoma, tal como possuir antecedentes familiares, ser de pele clara, ter olhos azuis, dificuldade em bronzear-se e tendência para fo rmar sardas, bem como ser portador de um grande número de sinais. Um factor de risco acrescido é, naturalmente, apresentar sinais que se alterem.

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