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Lombalgias: Carregar a dor às costas

6 Maio, 2010 0

“Nas fases iniciais, profissional de saúde poderá prescrever um anti-inflamatório, que será coadjuvado por uma outra terapia escolhida pelo próprio doente: massagem, fisioterapia ou outras intervenções.

Embora seja um problema associado ao avanço da idade, o fisiologista diz que a melhor forma de nos livrarmos da dor das costas é “combater o sedentarismo e adoptar um estilo de vida mais activo”.

 

Como manter a postura certa?

> Evitar ficar na mesma posição por períodos de tempo prolongados;

> Não levantar ou erguer objectos com peso excessivo;

> Não realizar movimentos com muitas rotações, sob pena de enfraquecer algumas estruturas anatómicas;

> Quando possível, tentar realizar alguma ginástica laboral. Pequenos exercícios podem ajudar a livrar-se da sensação de peso nas costas.

 

Como é formada a coluna?

A coluna vertebral é formada por cinco vértebras lombares, doze dorsais e sete cervicais. Temos um bloco sacral, composto por cinco vértebras. Este bloco suporta todo o peso do corpo acima da coluna sacral.

O disco é um amortecedor entre duas vértebras; é composto por água (núcleo pulposo) e anéis; quando há uma força compressiva, não são os ossos que se mexem, mas é o disco que muda de tamanho.

O disco é constituído por anéis, com tecido colagénio, e tem vários níveis de orientação. O grande problema é quando estamos inclinados para a frente. Há forças que empurram este núcleo polposo (a parte mais líquida) para trás. O núcleo polposo vai sendo deslocado com a pressão e começam a quebrar alguns anéis, responsáveis pela retenção de líquido. Os primeiros a quebrar são os centrais.

Uma dor aguda ou sensação de picadas nas costas são alguns dos primeiros sinais de alerta para um dos males que, cada vez mais, atinge as sociedades actuais: as lombalgias. Tipicamente conhecidas por dores nas costas, as lombalgias não atacam somente a região lombar. “Pode haver manifestações de dor que se estendem da parte dorsal ou lateral da perna até ao pequeno dedo dos pés”, explica Jan Cabri, professor associado convidado da Faculdade de Motricidade Humana (FMH).

As lombalgias “comuns” são, também, designadas por “mecânicas”. Estas consistem em episódios de dor ligados ao funcionamento da própria coluna e estão associadas a 80%-85% dos casos. Fora deste número ficam as lombalgias provocadas por uma doença sistémica ou grave. “A primeira missão de um profissional de saúde é detectar se as queixas são ou não derivadas de uma patologia primária”, completa.

Por norma, os episódios de dor aparecem e desaparecem sem aviso prévio. “O desenvolvimento deste problema musculoesquelético na região lombar é marcado por altos e baixos. O importante é saber qual a frequência da dor”, salienta. Segundo avança o especialista, “quanto mais cedo ocorrer o primeiro ataque, menor vão ser os intervalos de dor e maior a frequência durante a vida”.

E de onde vem esta dor à qual não se pode virar as costas? Já nos anos 90 se acendeu o debate sobre esta questão. Os especialistas tentaram descortinar as razões que empurravam milhares de pessoas para as urgências hospitalares.

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