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Infecções urinárias: Constante visita à casa de banho

22 Novembro, 2014 0

As infecções urinárias são comuns entre as mulheres. Podem mesmo repetir-se ao longo da vida, comprometendo a qualidade de vida. Por isso, o melhor é apostar na prevenção.

Forte e persistente vontade de urinar que não resulta em alívio. A urina, de cor atípica e cheiro desagradável e intenso, sai em pequenas quantidades e causa sensação de ardor ou até mesmo dor. Eis alguns sintomas da infecção urinária (IU). É a segunda infecção mais frequente do corpo humano e retira qualidade de vida, interferindo no rendimento profissional e pessoal. Segundo a Associação Portuguesa de Urologia (APU), as infecções urinárias afectam 48% das portuguesas e uma em cada três mulheres teve a primeira IU antes dos 24 anos.

A IU pode ocorrer em qualquer parte do aparelho urinário (rins, ureteres, bexiga e uretra), mas desenvolve-se sobretudo no trato urinário inferior (bexiga e uretra), porque se dá uma colonização de microorganismos (bactérias, fungos, parasitas ou micobactérias), que entram no aparelho urinário pela uretra e se multiplicam na bexiga (cistite). Se o desenvolvimento destes microorganismos não for travado, há a possibilidade de estes alcançarem os ureteres e infectarem os rins dando origem a uma pielonefrite.

A cistite, quando causada pela bactéria Escherichia coli (colibacilo), afecta especialmente as mulheres por questões anatómicas. Ou seja, a uretra é curta e está muito próxima do ânus, uma região que costuma estar colonizada com bactérias intestinais, que podem migrar através da vulva e da terminação da uretra. Ao alcançarem a bexiga, podem multiplicar-se e dessa forma originar uma infecção.

A actividade sexual, a gravidez e a menopausa também facilitam o aparecimento da IU. Durante uma relação sexual é fácil dar-se a progressão das bactérias pela uretra e durante a gestação existe uma maior probabilidade de as mulheres terem infecções devido a alterações hormonais e à pressão que o útero exerce sobre a bexiga.

No período da menopausa também ocorrem mudanças hormonais, que causam, nomeadamente, a diminuição da lubrificação vaginal, pelo que tanto a vagina como a uretra ficam mais expostas a bactérias e, consequentemente, ao aparecimento de infecções.

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Infecções urinárias de repetição

A população feminina não só é a mais afectada como mais propensa a infecções repetidas. Se no período de um ano ocorrer infecção mais de três vezes ou no período de seis meses mais de duas vezes significa que existe IU de repetição. De acordo com dados da APU, cerca de 20 por cento das mulheres que tiveram um primeiro episódio de infecção vão ter pelo menos mais uma infecção; destas, 30 por cento voltam a ter IU; e,  deste último grupo, 80 por cento têm recorrências, que são as ditas infecções urinárias de repetição.

A IU de repetição pode ser dividida em dois grupos: por recorrência e por recidiva. A primeira acontece em 95 por cento dos casos e caracteriza-se pela ausência de sintomas durante um período superior a duas semanas. Por norma, pode ser causada por diferentes bactérias ou por estirpes diversas da mesma bactéria, que apresentam comportamentos bastante diferentes entre si.

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