Infecções urinárias: Constante visita à casa de banho - Página 4 de 4 - Médicos de Portugal

A carregar...

Infecções urinárias: Constante visita à casa de banho

22 Novembro, 2014 0

 

O diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas descritos pela mulher. Mas, o médico poderá querer confirmar suspeitas e, para isso, pedir exames complementares de diagnóstico como análises à urina, incluindo uma urocultura e um antibiograma. Nos casos mais complexos, pode pedir um estudo urodinâmico ou uma ecografia.

 

[Continua na página seguinte]

Tratamento e prevenção

 

Existem diferentes soluções terapêuticas para as IU. São sempre prescritas pelo médico e adequadas a cada situação. Os antibióticos são por norma os fármacos utilizados para eliminar a infecção e os analgésicos são receitados em caso de dor. Quanto ao período de duração do tratamento, é definido pelo clínico, que em algumas situações poderá inclusive prescrever profilaxia medicamentosa. A título de exemplo, se a IU estiver relacionada com a mudança hormonal que ocorre na menopausa, poderá ser recomendada a administração de creme vaginal com estrogénio.

 

Existem, por seu turno, algumas medidas preventivas que podem ajudar a evitar o aparecimento ou a reduzir o número de episódios, no caso de IU de repetição.

 

A ingestão de água (1,5 l por dia, pelo menos) é fundamental, assim como uma higiene íntima cuidadosa, sendo de evitar soluções suscetíveis de causar irritação. No dia-a-dia, é também aconselhável urinar regularmente para não ter a bexiga cheia por longos períodos.

 

Antes do ato sexual deve efectuar uma limpeza da frente para trás, para impedir que as bactérias presentes na zona perianal passem para a vulva e a uretra. Após o seu termo, é aconselhável urinar para expulsar possíveis bactérias que tenham penetrado. Regular o trânsito intestinal, evitar ingerir alimentos ácidos e usar roupa interior de algodão são outras recomendações que podem ajudar a prevenir as infecções urinárias.

 

[Continua na página seguinte]

Sinais e sintomas

 

– Sensação de ardor ao urinar;

 

– Dor ao urinar;

 

– Aumento da frequência de micção sem que o volume de urina o justifique;

 

– Vontade permanente e muito forte em urinar;

 

– Urina turva;

 

– Cheiro fétido;

 

– Cor da urina alterada, desde rosada a acastanhada;

 

– Sensação de peso no abdómen.

 

 

 

Factores de risco

 

– Sexo. Ser mulher é o principal factor de risco como aliás vem explicado neste artigo;

 

– Sexualidade. Ter uma vida sexual ativa aumenta a probabilidade de ter uma IU;

 

– Contraceptivos. Alguns métodos para controlar a natalidade podem facilitar a IU, como seja o diafragma ou os espermicidas;

 

Idade. Na menopausa, a falta de estrogénios pode igualmente contribuir para o aparecimento de IU;

 

Anatomia. Se ser mulher aumenta o risco, devido ao tamanho reduzido da uretra e proximidade do ânus, existem também alterações anatómicas no aparelho urinário que podem facilitar o desenvolvimento de IU;

 

– Doenças crónicas. Sofrer de uma patologia que compromete o sistema imunitário pode aumentar o risco do aparecimento de infecção urinária, uma vez que as defesas do organismo ficam debilitadas.

Páginas: 1 2 3 4

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.