Infecções urinárias: Constante visita à casa de banho
A IU por recidiva é menos frequente, atinge 5 por cento das pessoas, é mais comum na população masculina e caracteriza-se por ter um período assintomático não superior a duas semanas, sendo o agente causador o mesmo da infecção inicial.
O diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas descritos pela mulher. Mas, o médico poderá querer confirmar suspeitas e, para isso, pedir exames complementares de diagnóstico como análises à urina, incluindo uma urocultura e um antibiograma. Nos casos mais complexos, pode pedir um estudo urodinâmico ou uma ecografia.
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Tratamento e prevenção
Existem diferentes soluções terapêuticas para as IU. São sempre prescritas pelo médico e adequadas a cada situação. Os antibióticos são por norma os fármacos utilizados para eliminar a infecção e os analgésicos são receitados em caso de dor. Quanto ao período de duração do tratamento, é definido pelo clínico, que em algumas situações poderá inclusive prescrever profilaxia medicamentosa. A título de exemplo, se a IU estiver relacionada com a mudança hormonal que ocorre na menopausa, poderá ser recomendada a administração de creme vaginal com estrogénio.
Existem, por seu turno, algumas medidas preventivas que podem ajudar a evitar o aparecimento ou a reduzir o número de episódios, no caso de IU de repetição.
A ingestão de água (1,5 l por dia, pelo menos) é fundamental, assim como uma higiene íntima cuidadosa, sendo de evitar soluções suscetíveis de causar irritação. No dia-a-dia, é também aconselhável urinar regularmente para não ter a bexiga cheia por longos períodos.
Antes do ato sexual deve efectuar uma limpeza da frente para trás, para impedir que as bactérias presentes na zona perianal passem para a vulva e a uretra. Após o seu termo, é aconselhável urinar para expulsar possíveis bactérias que tenham penetrado. Regular o trânsito intestinal, evitar ingerir alimentos ácidos e usar roupa interior de algodão são outras recomendações que podem ajudar a prevenir as infecções urinárias.
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Sinais e sintomas
– Sensação de ardor ao urinar;
– Dor ao urinar;
– Aumento da frequência de micção sem que o volume de urina o justifique;
– Vontade permanente e muito forte em urinar;
– Urina turva;
– Cheiro fétido;
– Cor da urina alterada, desde rosada a acastanhada;
– Sensação de peso no abdómen.
Factores de risco
– Sexo. Ser mulher é o principal factor de risco como aliás vem explicado neste artigo;
– Sexualidade. Ter uma vida sexual ativa aumenta a probabilidade de ter uma IU;
– Contraceptivos. Alguns métodos para controlar a natalidade podem facilitar a IU, como seja o diafragma ou os espermicidas;
– Idade. Na menopausa, a falta de estrogénios pode igualmente contribuir para o aparecimento de IU;
– Anatomia. Se ser mulher aumenta o risco, devido ao tamanho reduzido da uretra e proximidade do ânus, existem também alterações anatómicas no aparelho urinário que podem facilitar o desenvolvimento de IU;
– Doenças crónicas. Sofrer de uma patologia que compromete o sistema imunitário pode aumentar o risco do aparecimento de infecção urinária, uma vez que as defesas do organismo ficam debilitadas.

