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Vida para além da idade

7 Agosto, 2014 0

O desafio das sociedades modernas é atribuir às pessoas idosas o lugar a que têm direito. Numa lógica de diálogo entre gerações, mas também de promoção do envelhecimento activo. É esse o mote do Ano Europeu para o Envelhecimento Activo e Solidariedade Entre Gerações, que se assinala em 2012.

“Preocupado porque está a envelhecer? Preocupado com o seu lugar na sociedade aos 60, aos 70 ou aos 80? Há muito para fazer depois dos 60 – e a sociedade está a tomar cada vez mais consciência e a apreciar o contributo que as pessoas idosas podem ter. É isso o que significa o envelhecimento activo – aproveitar mais da vida à medida que fica mais velho, quer seja no trabalho, em casa ou na comunidade. E isso pode ajudá-lo, não apenas como um indivíduo, mas à sociedade no seu todo”.

Esta é a mensagem de abertura do site na internet dedicado ao Ano Europeu para o Envelhecimento Activo e Solidariedade entre Gerações, que se assinala este ano, 2012. Uma iniciativa  destinada a aumentar a consciência para o contributo que as pessoas idosas podem dar à sociedade, visando encorajar os decisores políticos e parceiros relevantes a todos os níveis a agirem no sentido de criarem melhores oportunidades para o envelhecimento activo e para o reforço da solidariedade entre gerações.

E o que é o envelhecimento activo?
Significa, na interpretação da Comissão Europeia, envelhecer com saúde e como membro da sociedade de pleno direito, sentindo-se preenchido na profissão, independente na vida quotidiana e envolvido como cidadão. O desafio é tirar o máximo partido das potencialidades de cada um mesmo numa idade avançada.

São três as áreas em que este Ano Europeu se propõe promover o envelhecimento activo. Uma delas é o emprego: à medida que a esperança de vida aumenta em toda a Europa, a idade da reforma também aumenta, mas – alerta a organização da iniciativa – muitas pessoas receiam não serem capazes de manter os actuais empregos ou encontrar outro emprego até conseguirem reformar-se com uma pensão decente. Daí a necessidade de “dar aos trabalhadores mais velhos melhores oportunidades no mercado de trabalho”.

A participação na sociedade é outra das áreas em foco. O ponto de partida é a convicção de que a reforma não significa inutilidade. O contributo das pessoas mais velhas à sociedade, como cuidadores de outros, nomeadamente os cônjuges ou os netos, é pouco valorizado, bem como o seu papel como voluntários.

O que este Ano Europeu se propõe é precisamente valorizar estes papéis.
Finalmente, a independência. É um facto que a saúde declina à medida que se envelhece, mas há muito que pode ser feito para contrariar e para lidar com este declínio. Pequenas mudanças no ambiente podem fazer uma grande diferença na qualidade de vida, com os promotores do Ano Europeu a defenderem a importância de os idosos serem responsáveis pela sua própria vida tanto quanto possível.

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Mente sã em corpo são

“Mente sã em corpo são” é uma expressão com origem latina e que simboliza, mais do que nunca, o grande desafio do envelhecimento.

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