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Saúde em movimento

6 Novembro, 2010 0

O processo de envelhecimento é inevitável e a ele surgem associadas algumas patologias. Mas ser idoso não implica ficar fechado em casa e ver a vida passar à janela. E fazer exercício é meio caminho andado para preservar o bem-estar.

Os movimentos tornam-se mais lentos, os reflexos menos rápidos, o andar menos seguro. A mobilidade e a flexibilidade vão sendo afectadas com o passar dos anos, uma fragilidade que permite o avançar de doenças como a osteoporose e as do foro cardíaco.

Contudo, ainda que envelhecer seja uma fatalidade, nada impede a qualidade de vida na terceira idade.

Qualidade de vida, não no sentido económico, mas de saúde e bem- -estar. E um dos passaportes para viver melhor a fase mais avançadada vida é a adopção de um estilo de vida saudável, o que passa por uma alimentação equilibrada e rica nomeadamente em cálcio, mas passa também pela prática de exercício físico.

Poder-se-á pensar que o exercício físico não é compatível com a idade, mas esta é uma ideia errada. Desde que praticado moderadamente, e com o necessário conselho médico se existir alguma patologia, o exercício só tem vantagens. Não se trataaqui de conseguir um corpo jovem à força, trata-se sim de melhorar a mobilidade e a resistência do organismo, com consequências benéficas até sobre o desempenho das actividades diárias.

Assim, o exercício físico beneficia a capacidade de locomoção, fortalece os membros inferiores, o que é meio caminho andado para prevenir quedas, e reforça os músculos abdominais e lombares, evitando dores crónicas e proporcionando um melhor equilíbrio corporal.

Além do mais, estimula a circulação sanguínea e optimiza o ritmo respiratório (melhorando o funcionamento pulmonar), contribuindo para diminuir o risco de doenças cardiovasculares.

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Escolher o tipo de exercício

Naturalmente que nem todos os exercícios são indicados na terceira idade. Mas, desde que não haja contra-indicações médicas, a prática regular e moderada de desporto só traz vantagens. Um primeiro passo prende-se com a motivação do próprio idoso, que deve evitar fechar-se em casa, fazendo das actividades diárias mais rotineiras, como uma ida às compras, o prenúncio de uma vida menos sedentária e mais saudável.

Uma vez motivado, o melhor exercício na terceira idade é mesmo caminhar. Trinta a 45 minutos por dia, em percursos que vão sendo aumentados à medida que se ganha resistência, mas sempre tendo em conta que o objectivo não é cansar-se, que não se deve exigir demais do organismo.

O ideal é caminhar ao ar livre, procurando escapar à poluição das ruas cheias de trânsito: assim, faz-se exercício e aproveita-se o ar tão puro quanto possível. Terrenos macios devem ser preferidos, pelo que o melhor é uma caminhada num jardim ou na praia, evitando-se o asfalto e o betão. Mas quando não houver relvaou areia por perto e a estrada for a única alternativa, então há que calçar sapatos com solas de borracha grossas, que amorteçam o impacto.

Tão benéfico como a marcha é a natação. Mesmo que não saiba nada, pode praticar hidroginástica. Na água, o corpo adquire uma leveza ímpar, todos os movimentos são facilitados e ao mesmo tempo que se agilizam as articulações melhora-se o ritmo respiratório.

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