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Saúde em movimento

6 Novembro, 2010 0

Dançar é outro excelente exercício para a terceira idade. Não exige grande esforço e põe as articulações e os músculos em movimento, contribuindo para um melhor equilíbrio estático do corpo. Ao mesmo tempo implica convívio social, o que é fundamental para combater o isolamento a que muitas vezes os idosos são votados.

Já andar de bicicleta é menos recomendado, embora seja um bom exercício físico. O problema está nos terrenos em que se pedala, pois as irregularidades podem desequilibrar o ciclista, com o consequente risco de queda e de fractura. E na terceira idade as quedas são de evitar, devido à osteoporose, a doença que fragiliza os ossos, sobretudo nas mulheres.

De evitar mesmo são exercícios de alto impacto, como saltar ou pular, ou ainda práticas que impliquem competição, pois podem implicar esforços excessivos e lesões irreparáveis. Além do mais geram ansiedade quando o que se pretende é aumentar o bem-estar e a qualidade de vida do idoso.

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De um modo geral, os exercícios devem ser atraentes e diversificados, praticados com moderação e de uma forma gradual. E de preferência ao ar livre e na companhia de terceiros, na medida em que, além de um estímulo físico, devem constituir também um estímulo mental.

O exercício funciona assim como um factor de equilíbrio psíquico e social, permitindo contrariar os efeitos do tempo no organismo e ao mesmo tempo combater a solidão. De certa forma, é uma fonte de juventude e ainda que não devolva os anos já passados permite viver os anos futuros com mais qualidade.

 

Cuidado com as quedas

Passados os sessenta, 40 por cento das pessoas dão pelo menos uma queda por ano e metade caem de forma repetida, a um ritmo que aumenta com a idade. Contudo, as quedas não são uma consequência inevitável do envelhecimento ou de umasaúde fragilizada. Pelo contrário, são previsíveis e é possível evitá-las graças a exercícios adequados, que visam reforçar o equilíbrio e fortalecer a massa muscular.

A partir de uma determinada idade, cair tem consequências, por mínimas que sejam. Na maioria das vezes, as quedas saldam-se por traumatismos menores, algumas contusões ou hematomas superficiais.

Mas em pelo menos 5% dos casos há lugar a fracturas, sobretudo do colo do fémur. E em geral, por menores que sejam os efeitos, as quedas têmimpacto psicológico, que se traduz por um medo de voltar a cair. E para certas pessoas idosas isto torna-se uma obsessão, que as impede de sair de casa e as leva a reduzir as suas actividades.

Entre os factores que propiciam as quedas encontram-se as dificuldades de equilíbrio, dores articulares e problemas de visão, mas também a toma de certos medicamentos, como ansiolíticos e diuréticos. Há ainda factores ambientais a considerar, nomeadamente irregularidades do piso e uma deficiente iluminação.

O equilíbrio do corpo não depende apenas da sua capacidade motora, resultando de movimentos automáticos que não necessitam da participação activa da consciência. Há um órgão situado na parte de trás do cérebro – o cerebelo – que coordena o equilíbrio, memorizando os movimentos a partir de informações que lhe chegam dos olhos, do ouvido interno e de sensores que existem nos músculos e nas articulações.

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