Rotavírus: Um vírus na rota das crianças - Médicos de Portugal

A carregar...

Rotavírus: Um vírus na rota das crianças

18 Outubro, 2009 0

É entre o Inverno e a Primavera que o rotavírus se atravessa no caminho das crianças, sendo a causa de gastroenterite mais comum. O risco de contágio é elevado, mas a vacina e um gesto simples – lavar as mãos – ajuda a diminuir a probabilidade de infecção.

Até aos cinco anos, o mais provável é que a maioria das crianças já tenha tido, pelo menos, uma gastroenterite causada pelo rotavírus. Muitos dos casos ocorrem entre os dois e os três anos, mas os lactentes não estão a salvo deste vírus altamente contagioso.

Calcula-se que em todo o mundo, o rotavírus seja responsável por mais de meio milhão de mortes anuais, em grande parte nos países em desenvolvimento, em que as condições sanitárias são claramente deficitárias. Nos países desenvolvidos, é uma causa importante de internamentos por desidratação, situação que, na sua face mais grave, constitui uma ameaça à vida.

O risco de desidratação existe porque as principais manifestações da infecção por rotavírus são a diarreia e os vómitos. Em consequência, uma criança doente perde mais fluidos e sais do que aqueles que recebe através da alimentação, o que conduz a um desequilíbrio. Febre e dores abdominais também costumam estar presentes. Já num adulto, esta infecção pode causar apenas sintomas ligeiros ou até passar despercebida.

O período de incubação do vírus é de um a três dias, o que significa que a infecção – e o risco de contágio – estão presentes antes de haver sintomas. E mesmo depois de os sintomas se atenuarem o contágio continua a ser possível ao longo de alguns dias.

 

Da mão para a boca

É este, normalmente, o caminho que o vírus percorre, a partir das fezes da pessoa infectada. Se as mãos, de uma criança ou de um adulto, entrarem em contacto directo com as fezes ou com um objecto contaminado e depois forem levadas à boca está aberta a via de infecção.

Ora, no caso das crianças, este é um cenário comum, sobretudo quando frequentam creches ou outros espaços onde estejam concentradas. A partilha de objectos e o contacto corpo a corpo faz parte desse quotidiano, o que aumenta a probabilidade de contágio e de incidência da gastroenterite. Além de que é sabido que os mais pequenos levam tudo à boca, dos seus próprios dedos a brinquedos…

Nesses mesmos espaços o risco também ronda os cuidadores das crianças, sobretudo quando as suas tarefas incluem a muda das fraldas. Esse é um gesto que potencia o contacto com fezes eventualmente contaminadas, podendo a infecção espreitar se, de seguida, as mãos não forem devidamente lavadas.

Do gesto de lavar as mãos, ou da sua ausência, depende, pois, muita da prevenção da infecção por rotavírus.

[Continua na página seguinte]

O risco de desidratação

Sendo a boca a porta de entrada do vírus no organismo, ele segue depois um caminho descendente até ao sistema digestivo. E são digestivos os seus principais sintomas – os vómitos e a diarreia.

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.