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Rotavírus: Um vírus na rota das crianças

18 Outubro, 2009 0

As fezes perdem consistência, tornando-se muito líquidas e assim podendo permanecer durante vários dias. E quando este cenário se mantém por muito tempo o maior perigo é de desidratação, dado que a criança perde fluidos por duas vias.

Os sinais a vigiar incluem sede, irritabilidade, apatia, olhos afundados nas órbitas, boca, língua e pele secas, menor frequência urinária e menor quantidade de urina e, nos bebés, ausência de fralda molhada por várias horas.

A desidratação extrema é potencialmente fatal, pelo que é fundamental actuar o mais cedo possível. Assim, há que repor os líquidos perdidos, aumentando o consumo de água – mas não de sumos de fruta ou refrigerantes, pois podem agravar a diarreia. A criança deve, dentro do possível, comer normalmente, apesar de os vómitos não facilitarem a ingestão de alimentos.

Para atenuar o desconforto, pode ser útil mastigar tostas ou as chamadas bolachas de água e sal, sendo aconselhável oferecer os alimentos em pequenas doses. Os lacticínios, gorduras e açúcares devem ser evitados.

Aumentar a ingestão de líquidos pode ser suficiente para lidar com a desidratação ligeira, mas os casos mais moderados podem requerer a toma de sais de re-hidratação oral, enquanto os mais graves implicam hospitalização para administração de fluidos por via intravenosa.

Dado que a gastroenterite é de origem viral não há medicamentos específicos, não sendo úteis os antibióticos por se destinarem apenas ao tratamento de infecções causadas por bactérias. Lavar as mãos está – já aqui foi mencionado – na primeira linha da prevenção contra o rotavírus.

Mas não oferece garantias. A protecção mais eficaz é proporcionada pela vacinação (ver caixa), estando actualmente disponíveis duas vacinas que oferecem imunização contra cinco das estirpes do rotavírus, sendo esta uma opção que deve ser ponderada, em articulação com o médico assistente da criança.

 

Vacine-se na sua farmácia

As farmácias portuguesas disponibilizam, desde Outubro, um novo serviço – o de vacinação, ao abrigo da lei que as autoriza a ministrarem vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação (PNV). Entre elas inclui-se a imunização contra o rotavírus.

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No mercado nacional estão disponíveis duas vacinas pentavalentes – o que significa que oferecem protecção contra cinco tipos de rotavírus. De prescrição médica, são ambas de administração oral – apresentando-se sob a forma de líquido – com a diferença de que uma se toma em três doses e outra, mais recente, se toma em duas doses.

A vacina contra o rotavírus permite prevenir a incidência de gastroenterites entre as crianças, com elevado grau de eficiência, sendo aconselhável a sua toma até às 24 ou 26 semanas de vida. Os surtos de infecção causados por este vírus são mais comuns entre o Inverno e a Primavera.

 

A importância de lavar as mãos

A prevenção das infecções por rotavírus passa pela lavagem das mãos. É um gesto que pode parecer banal e que até se faz automaticamente, mas é fundamental para evitar o contágio por vírus como este causador da gastroenterite, mas também muitos outros e bactérias.

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