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Nascimento seguro, dor controlada

31 Outubro, 2011 0

Se ainda tem dúvidas, saiba que “o aparecimento de novos fármacos e novas maneiras da sua administração têm permitido diminuir a quantidade e simplificar a administração, melhorando o controlo da dor, aumentando a satisfação materna e diminuindo os efeitos secundários e as complicações”, tranquiliza José António Bismarck.

 

É necessário saber…
Por Dr.ª Filipa Lança

– Todas as grávidas devem ser consultadas por um anestesiologista antes da realização de qualquer técnica anestésica.

– É importante a colheita de uma história clínica para rastreio de uma possível patologia e de um exame clínico, com consulta de análises em alguns casos.

– Durante todo o trabalho de parto, a grávida é acompanhada directamente por um anestesiologista com monitorização de alguns parâmetros fisiológicos.

– Após o parto, o acompanhamento clínico continua enquanto a puérpera não tem alta hospitalar.

– Em determinadas técnicas é importante que a grávida permaneça algumas horas deitada, mas tem que ser avaliado caso a caso. O mais importante é que a grávida fale de imediato com o seu anestesiologista se achar que tem alguma alteração no seu estado físico. As pequenas alterações que podem surgir (como por exemplo, alguma dormência nas pernas) são transitórias e passíveis de correcção rápida.

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As respostas às perguntas que sempre quis fazer
Por Dr.ª Filipa Lança

A epidural é prejudicial ao bébé?

Não, de todo. Pelo contrário, as técnicas loco-regionais de analgesia do trabalho de parto promovem o bem-estar fetal, durante todo o parto.

Com a epidural, as futuras mamãs não sentem nada?

Claro que vão sentir alguma coisa. Sentem a pressão, algumas contracções e sentem que lhes estão a tocar. O que não sentem é dor. Como disse no início, numa analgesia, apenas bloqueamos parcialmente as sensações.

As gestantes vão conseguir fazer força na altura do nascimento do bébé?

Com uma epidural bem conduzida e se for bem explicado às grávidas como devem fazer a força, elas vão continuar a conseguir fazê-la bem. Na analgesia, não provocamos um bloqueio motor (da força física).

A epidural aumenta a probabilidade de ser necessário recorrer ao forceps ou ventosa?

Normalmente, a necessidade de realizar um forceps ou ventosa prende-se com razões obstétricas (como por exemplo, o posicionamento do bébé no canal de parto) e se a mamã estiver sobre o efeito da epidural, este processo não é doloroso.

Depois de passar o efeito da epidural, é normal sentir mais dores?

As mães não têm mais dores do que se não fosse administrada a epidural.

Pelo contrário, o efeito da epidural ainda persiste algum tempo depois do parto, protegendo-as contra a dor desse período (agora devido sobretudo à episiorrafia e contracção do útero).

As grávidas a quem é administrada a epidural, podem ficar paralíticas?

Claro que não! Existem raros casos de grávidas que têm doenças que se manifestam por alterações da coagulação do sangue e que funcionam como contra-indicação absoluta à realização da epidural. Uma epidural realizada nessas circunstâncias poderia pôr em risco a grávida. São situações muito raras e facilmente detectadas na avaliação prévia feita pelo anestesiologista.

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