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Filhos: O desafio de uma vida

8 Setembro, 2009 0

Querer um filho e não conseguir é uma dor conhecida de muitos casais. Mas não partilham apenas a dor: partilham também a esperança que depositam na Ciência para vencerem o desafio de uma vida.

O caminho da infertilidade é longo e difícil, repleto de obstáculos, mas também de muita esperança. É um caminho que é percorrido por cada vez mais casais, estimando-se actualmente que entre 15 a 20 por cento da população sofra desta doença.

Muitos sofrem, provavelmente, em silêncio, a crer nos dados que apontam para que em Portugal se façam 250 ciclos de tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) por milhão de habitantes, uma média quatro vezes e meia inferior à da União Europeia.

Para aproximar estes valores dos europeus – na ordem dos 1100 ciclos por milhão de habitantes – foi criado o Projecto de Incentivos à PMA. Este plano será aplicado aos hospitais públicos, onde as listas de espera chegam a atingir os dois anos.

A intenção é que o sector público dê resposta a pelo menos metade dos casos, prevendo-se que os restantes sejam encaminhados para o sector privado. Recentemente também foi anunciada a comparticipação a 100 por cento dos chamados tratamentos de primeira linha ((inseminação artificial e estimulação ovárica) e do primeiro ciclo de tratamentos de segunda linha (fertilização in vitro e microinjecção intracitoplasmática de espermatozóide) realizados nas clínicas privadas.

São medidas de que poderão beneficiar os muitos milhares de casais inférteis que se estima existirem no nosso país.

 

Infertilidade…

São casais com dificuldade em conceber, sendo que a infertilidade se define quando a gravidez desejada não é alcançada ao fim de um ano consecutivo de relações sexuais sem contracepção. É essa a definição da Organização Mundial de Saúde e é essa a base de trabalho para cientistas e médicos.

São muitos os factores que influenciam a fertilidade. Desde logo os mecanismos da reprodução humana. Não são propriamente um simples. Para que aconteça uma gravidez é preciso que tudo corra bem na ovulação e na fertilização. Há um conjunto de acontecimentos que se desenrolam em cadeia, bastando que um elo não funcione correctamente para adiar o momento da concepção.

Na mulher, tudo começa ao nível do cérebro, com a glândula pituitária a enviar todos os meses um sinal para que os ovários preparem um ovo para a ovulação. Essa preparação dá-se por influência de duas hormonas, que estimulam os ovários.

A ovulação acontece, na maioria das mulheres, ao 14º dia do ciclo menstrual, com o ovo a ser libertado pelos ovários e capturado por uma trompa de Falópio. Aí permanece viável por 24 horas, se bem que a melhor altura para ser fertilizado é nas 12 horas seguintes à ovulação. E a fertilização acontece se entretanto um espermatozóide o alcançar. Se esta união se concretiza, o ovo movimenta-se em direcção ao útero, onde se desenvolve a gravidez.

No que ao homem diz respeito, muito pode acontecer no processo de fertilização, mediante o qual um espermatozóide alcança um ovo e o fecunda. Antes de mais é preciso que haja espermatozóides em quantidade suficiente, que possuam a forma e a dimensão adequadas e que se movimentem na direcção certa. E é preciso que haja sémen suficiente para transportar os espermatozóides.

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