Filhos: O desafio de uma vida - Página 4 de 6 - Médicos de Portugal

A carregar...

Filhos: O desafio de uma vida

8 Setembro, 2009 0

[Continua na página seguinte]

A temperatura é, aliás, um dos factores que intervém na fertilidade do homem. É que a formação de esperma é mais eficiente a cerca de 34ºC, uma temperatura inferior à do corpo humano.

Mas os testículos conseguem mantê-la graças à sua localização, ou seja, por se encontrarem fora da cavidade corporal. Significa isto que um aumento da temperatura – devido, por exemplo, a uma febre prolongada ou à exposição ao calor excessivo (no banho diário ou na sauna) – pode prejudicar a produção de esperma, reduzindo a quantidade e mobilidade dos espermatozóides.

Ainda no domínio das causas da infertilidade masculina, o estado de saúde e o estilo de vida também têm uma quota de responsabilidade. Doenças como as da tiróide, a diabetes, a sida e insuficiência cardíaca e renal têm sido associadas a uma menor fertilidade, o mesmo acontecendo com o stress, uma alimentação deficiente em vitaminas e minerais, a obesidade, o consumo de álcool e o tabagismo.

 

Um (longo) caminho a dois

Quando o desejo de constituir família esbarra na incapacidade de conceber, emergem naturalmente múltiplos e potentes sentimentos. Mas é importante que, nesse tumulto de emoções, o casal encontre o caminho que o conduza à ajuda médica.

O primeiro contacto deve ser pelo médico de família ou pelo ginecologista, que o encaminhará para uma consulta da especialidade. Nos hospitais públicos ou em clínicas privadas, a Ciência consegue contornar muitas das razões de infertilidade.

Uma vez perante um especialista, ambos os membros do casal são sujeitos a uma série de exames de modo a identificar a causa da infertilidade. Existem testes específicos para determinar a infertilidade masculina e a feminina, ainda que, com frequência, haja uma combinação de factores a influenciar a dificuldade em conceber e não uma causa única. Além de que, nalguns casos, a infertilidade permanece por explicar.

O tratamento depende da causa, da duração da infertilidade e de muitos outros factores, sendo que há causas que não são passíveis de correcção. Estão, no entanto, disponíveis vários métodos que permitem a uma mulher engravidar e que passam por restaurar a fertilidade ou por uma das diversas técnicas de reprodução ou procriação medicamente assistida.

Restaurar a fertilidade implica uma maior frequência das relações sexuais para, assim, aumentar as probabilidades de concepção: é que os espermatozóides podem sobreviver no corpo da mulher por 72 horas e um ovo pode ser fertilizado nas 24 horas seguintes à ovulação, tratando-se de criar o máximo de oportunidades para que esse encontro seja bem sucedido.

Para as mulheres com desordens ovulatórias, a primeira linha de tratamento implica o uso de medicamentos específicos para regular a ovulação. São, no entanto, fármacos a que está associado o risco de nascimentos múltiplos. Quanto à infertilidade por obstrução das trompas de Falópio pode ser ultrapassada com recurso a cirurgia, sendo a laparoscopia uma das técnicas utilizadas para reparar os bloqueios e lesões.

[Continua na página seguinte]

Mais difícil de tratar é a infertilidade devida a endometriose: a terapia ovulatória é uma das alternativas, a par da fertilização in vitro, mediante a qual o ovo e o espermatozóide são unidos em laboratório e só depois transferidos para o útero.

Páginas: 1 2 3 4 5 6

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.