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Filhos: O desafio de uma vida

8 Setembro, 2009 0

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Num homem adulto, o esperma é produzido em contínuo pelos testículos, ficando armazenado até uma ejaculação estar prestes a acontecer. Nessa altura, é transportado até ao canal ejaculatório, onde se junta a um líquido produzido pelas vesículas seminais, o que dá origem ao sémen. No momento da ejaculação, o sémen desloca-se pela uretra até ao exterior, o que, para que uma gravidez seja possível, tem de corresponder à vagina.

São, pois, muitos os elementos em jogo. A fertilidade não é um dado adquirido, nela podendo interferir tanto factores femininos como masculinos, numa relação equilibrada. Casos há em que as causas têm dupla origem e outros em que não são detectadas razões concretas.

 

Pelo lado feminino

Há um vasto rol de causas da infertilidade feminina, a começar por lesões ou bloqueios nas trompas de Falópio. Devidas normalmente a uma inflamação, como a clamídia, estas lesões impedem o ovo de progredir ao longo da trompa, podendo abrir caminho à sua instalação fora do útero e, assim, dar origem a uma gravidez ectópica, inviável. O risco aumenta com a recorrência das infecções.

Outra razão de infertilidade é a endometriose, caracterizada por crescimento de tecido uterino fora do útero, nomeadamente nos ovários ou nas trompas de Falópio. Este tecido responde ao ciclo hormonal, pelo que sofre as mesmas mutações do tecido que reveste o útero, o que pode originar inflamação.

Dores pélvicas e infertilidade são consequências possíveis. Também as desordens na ovulação podem interferir na reprodução: provocadas por desregulação no funcionamento da glândula pituitária, fazem com que haja deficiências na produção das hormonas que estimulam os ovários. Entre as causas desta desregulação incluem-se lesões a nível cerebral, tumores na pituitária, exercício excessivo e anorexia nervosa.

Causa de infertilidade feminina é ainda a existência de níveis elevados de prolactina, a hormona que estimula a produção de leite. Em mulheres que não estão grávidas, este excesso pode afectar a ovulação, além de que pode indiciar a presença de um tumor na pituitária.

Já o ovário poliquístico tem a ver com um aumento na produção de hormonas masculinas (androgénios), o que acontece sobretudo em mulheres com elevada massa corporal. Em consequência, os ovários revelam-se incapazes de produzir ovos maduros.

Os folículos começam a crescer, mas não amadurecem, acabando por permanecer nos ovários, não havendo ovulação. A ausência de menstruação é, pois, um dos sintomas.

Sem menstruação ficam também as mulheres a quem acontece uma menopausa precoce (antes dos 35 anos). Muitas das vezes desconhece-se a causa, mas sabe-se que doenças auto-imunes, o tratamento do cancro por rádio ou quimioterapia e o tabagismo estão associados a esta falência prematura dos ovários.

Comum na mesma altura da vida é a existência de tumores benignos (fibróide) nas paredes do útero. Ao interferirem com o contorno do útero, e se bloquearem as trompas de Falópio, podem ser causa de infertilidade.

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A mesma consequência tem a presença de adesões pélvicas, tecido cicatrizado que permanece após uma infecção ou uma cirurgia pélvica e que, se envolver os ovários ou as trompas, pode afectar a fertilidade.

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