Cuidados com a mamã no pré e pós parto
As alterações mais frequentes no segundo trimestre são distintas: pode aumentar a frequência com que é necessário urinar; podem aumentar os casos de hemorragias e congestão nasais e também de obstipação. Já no terceiro trimestre as alterações manifestam-se habitualmente por varizes, dores nas costas, insónias, azia, hemorróidas, cãibras e edemas. Temos aqui um terreno onde o aconselhamento farmacêutico pode ser muito útil.
Saber evitar complicações durante a gravidez
A grávida só deve tomar medicamentos indicados pelo médico (as anomalias congénitas são provocadas, em cerca de 2 a 3 %, pela acção dos medicamentos.
Contudo, há algumas classes de fármacos com perfis de segurança perfeitamente estabelecidos, indicados no tratamento e alívio de alguns dos sintomas mais característicos da gravidez.
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Também não foi por acaso que se referiu atrás que é indispensável uma atenção redobrada com parâmetros como a glicemia e a “tensão arterial”, pois traduzem algumas das mais graves complicações como é o caso da diabetes gestacional (esta reflecte uma intolerância aos hidratos de carbono, com graus de gravidade diferentes consoante os casos, que surge ou é diagnosticada pela primeira vez no decorrer da gravidez e que termina, normalmente, após o período de gestação).
As mulheres que desenvolvem diabetes gestacional têm maior probabilidade de desenvolveram diabetes tipo 2 no futuro.
A identificação precoce da diabetes gestacional possibilita uma intervenção atempada: a prova de rastreio da diabetes gestacional deverá ser efectuada entre a 24ª e 28ª semana e, caso seja negativa, repetida à 32ª semana de gestação.
Os cuidados pós-parto
Se o pré-parto (ou Puerpério) é um tempo em que a futura mãe adopta comportamentos sempre a pensar na vida saudável de quem transporta em si e numa gravidez que lhe assegure um bem-estar no presente e no futuro, o pós-parto abarca um conjunto de modificações físicas que vão ocorrer num curto espaço de tempo a que a parturiente deve estar atenta, sobretudo no que diz respeito à amamentação.
Retomam-se hábitos de higiene diários muito importantes também para favorecer a regeneração dos tecidos, com o tempo as eventuais perdas vaginais de sangue irão diminuindo. Há, por isso, que manter a região genital limpa e utilizar pensos higiénicos que devem ser mudados com frequência. No pós-parto é vivamente recomendada a lavagem da zona genital externa com água tépida, após as idas à casa de banho. Em caso de dores agudas, compete ao médico indicar um analgésico que seja seguro durante a amamentação (é o caso do paracetamol).
O aleitamento materno é altamente recomendado, não há melhor alimentação para o bebé. Durante a mamada é importante que a mãe procure que o bebé esvazie completamente a mama. No início da mamada o leite é produzido em maiores quantidades e é mais rico em lactose, proteínas e outros nutrientes. O leite final, produzido no fim da mamada, apresenta uma cor mais esbranquiçada e é rico em gorduras, permitindo manter o bebé saciado mais tempo. A mãe não deve esquecer que alguns medicamentos podem ser eliminados pelo leite materno.

