Enxaquecas: Cabeça pronta a explodir… - Médicos de Portugal

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Enxaquecas: Cabeça pronta a explodir…

15 Novembro, 2014 0

Afecta milhões. Mas, sem dúvida, as mulheres são as mais penalizadas por uma dor de cabeça insuportável. Silêncio e escuridão apresentam-se como antídotos numa crise de enxaqueca, que às vezes pode ser incapacitante.

Mas afinal o que diferencia a enxaqueca de uma (simples) dor de cabeça? Antes de mais, é uma dor muito intensa e latejante que incide apenas num dos lados do crânio. E tende a agravar-se com o movimento, podendo provocar vómitos, náuseas, intolerância à luz e ao som. Assim se explica que um ambiente escuro e silencioso seja ansiosamente procurado pelos doentes.

Na ausência de tratamento, cada crise prolonga-se de quatro a 72 horas, podendo ser antecipada por uma sensação de luzes ou manchas no campo de visão, perda de força, dificuldades de verbalização ou alterações de humor. Outro dos sintomas muito típicos é o “zoom”, ou seja, a ideia de que o corpo se agiganta e retrai, como a Alice no País das Maravilhas. Coincidência ou não, a verdade é que Lewis Carroll, o autor deste clássico, era frequentemente assolado por enxaquecas…

Esta doença tende a manifestar-se antes dos 35 anos e dificilmente depois dos 60 anos, envolvendo uma forte correlação com antecedentes familiares.

Stress, ansiedade, irritabilidade e problemas emocionais podem ser propulsores de uma crise de enxaquecas, mas há escolhas alimentares que também podem contribuir para o desencadear do processo.

Os alimentos ricos em gorduras, o queijo, os chocolates, o café e o álcool, sobretudo vinho tinto, estão no grupo de risco, tal como a comida rica em monoglutamato de sódio (molho de
soja).

A verdade é que as pessoas que padecem da doença raramente procuram o médico, mas trata-se de uma patologia que perturba o quotidiano e é causa de absentismo. Além da incapacidade de desenvolver as suas obrigações profissionais, o doente apresenta elevados índices de ansiedade e depressão, que se reflectem no desempenho profissional e nas dinâmicas familiares, afectando a qualidade de vida.

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Tratamento Possível

Esta resistência dos doentes em consultar o médico resulta da dificuldade em identificar, com rigor, as causas da enxaqueca e, logo, de uma solução definitiva. Mas, geralmente, há três vectores de actuação: em primeiro lugar, é conveniente evitar os factores que possam desencadear uma crise – alimentos, falta de sono, tensões, factores ambientais, tabaco, exercício físico extenuante; depois, em plena crise, recorrer a medicamentos que aliviem a dor.

Caso as crises sejam frequentes, o médico pode sugerir medicamentos preventivos que reduzam a frequência, duração e intensidade das crises.

 

Prevenir e retardar…

• Evitar os elementos que podem provocar a enxaqueca, como bebidas alcoólicas, tabaco, pílulas contraceptivas, saunas, chocolates, queijo curado, nozes, enchidos, molho de soja e pasta de fígado

• Estipular um horário de descanso rígido: deitar-se à mesma hora todos os dias, mesmo aos fins-de–semana

• Praticar um desporto saudável, como jogging, caminhada, bicicleta ou natação, mas nunca um de competição ou violento

• Evitar o stress e planificar apenas aquilo que sabe ser possível controlar; aprender a dizer “não”; minimizar as situações; e admitir que o dia só tem mesmo 24 horas …ou remediar

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