A arte de bem envelhecer - Médicos de Portugal

A carregar...

A arte de bem envelhecer

31 Agosto, 2014 0

Já diz o ditado que “velhos são os trapos”. E nada mais válido numa sociedade que está continuamente a envelhecer. Se a idade, em muitos casos, é um posto, não há razão para se ficar de braços cruzados à espera que os anos passem. Chegou a hora de viver uma segunda juventude. O segredo? É mantermo-nos sempre activos, porque parar é morrer.

A ciência ainda não descobriu a “cura” anti-envelhecimento, mas já desvendou algumas fórmulas que permitem prolongar a juventude por mais tempo. A “velhice”, segundo os especialistas, é um conceito que já passou de moda. “Actualmente, promove-se o envelhecimento activo, porque a chamada terceira idade não tem, necessariamente, de ser uma fase negativa”, explica a Dr.ª Maria João Quintela, chefe da divisão de Saúde no Ciclo de Vida e em Ambientes Específicos da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Para a especialista, o passar dos anos não tem de ser encarado como uma fatalidade, mas sim como uma oportunidade, até porque a maior parte das pessoas idosas não corresponde à imagem dos “coitadinhos” de bengala e com dificuldades de locomoção. “A idade da reforma não tem de ser obrigatoriamente um período de ruptura.

Qualquer aposentado pode continuar activo, desde que se sinta estimulado para realizar outras tarefas.” Segundo Maria João Quintela, a reforma é um período de adaptação a uma vida nova. Mas não tem de ser penosa, nem tem de corresponder a um “corte abrupto com a rotina”. O segredo está em preparar, ao longo dos anos, a fase de transição.

Porque com a reforma sobra mais tempo para investir em projectos que foram, consecutivamente, protelados.

“Esta é a altura ideal para agarrar novas oportunidades e abraçar novos papéis sociais. Há idosos que se dedicam ao voluntariado ou que investem em formação. Todas estas actividades ajudam o sénior a sentir-se útil na sociedade, para além do contributo positivo que os mais velhos representam para a economia.” A especialista indica que “saber envelhecer” é uma “obrigação geral”, já que construir um bom envelhecimento é um processo contínuo ao longo da vida.

Os seniores deixam como herança para as gerações mais novas o conhecimento e a experiência, razão pela qual devem ser considerados socialmente como elementos activos e “nunca passivos”.

Mas, para que isto aconteça, a sociedade precisa de estar logisticamente preparada para acolher os seus idosos. Foi a pensar nos mais velhos residentes no meio urbano que surgiu o projecto “Cidades Amigas das Pessoas Idosas”, da responsabilidade da Organização Mundial de Saúde.

Em Portugal, este programa já arrancou em Lisboa, mas espera-se que, a curto prazo, se “alastre” por todo o país. A iniciativa surgiu porque, cada vez mais, “há um número crescente de idosos habitar nos grandes centros urbanos”. A ideia deste programa é “promover o envelhecimento activo, criando condições para que os idosos não se sintam limitados”. Este programa contempla medidas que favoreçam a adaptação social dentro do meio ambiente: “desde transportes à prevenção de acidentes e violência, passando por uma melhor informação, promoção da saúde e participação na comunidade”, acrescenta Maria João Quintela.

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.