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Sol: amigo ou inimigo? Exposição solar agrava doenças

28 Junho, 2008 0

Por outro lado, esclarece Orlando Martins, «surgiram no mercado produtos ingeríveis à base de betacaroteno e de outras substâncias que, embora do ponto de vista científico isso não esteja ainda claramente provado, podem reforçar as defesas do organismo. Não substituem, todavia, a utilização do protector solar».

Não basta usar creme Ao contrário do que vulgarmente se pensa, a protecção não se deve limitar apenas ao uso do creme. Um chapéu de abas reduz os riscos de exposição de zonas mais frágeis do corpo, como o pescoço, nuca, orelhas e rosto, e o uso dos óculos impede que o globo ocular sofra o efeito das radiações, potenciais causadoras de cataratas.

Atenção, também, aos banhos refrescantes que sabem tão bem, mas que contribuem para a progressiva desidratação do corpo.

Segundo Orlando Martins, «a nossa pele funciona, um pouco, nos mesmos moldes que a sola de um sapato de couro – depois de molhada e colocada ao sol encarquilha». Por isso, o clínico recomenda:

«A ingestão de líquidos facilitará uma hidratação mais profunda e no final do Verão, se necessário, uma esfoliação ajudará a pele a libertar-se das células mortas.»

É conveniente ter conhecimento de que algumas doenças podem piorar após a exposição solar. É o caso da couperose, lesão cutânea caracterizada pela dilatação dos pequenos vasos sanguíneos do rosto, e da lucite estival, que se manifesta pelo aparecimento de bolhas na face, em geral na Primavera. Os indivíduos afectados por lúpus disseminado – patologia interna grave – podem correr risco de vida no caso de um golpe de sol.

Orlando Martins chama, ainda, a atenção para o efeito negativo de certos medicamentos fotosensibilizadores – diuréticos e alguns antibióticos –, pelo facto de aumentarem a sensibilidade ao sol, e desaconselhou o uso de cosméticos e perfumes pela mesma razão.

Todas estas questões dão que pensar. Contudo, «não devemos confundir prudência com fundamentalismo», defende o nosso interlocutor, realçando que, na verdade, «a percentagem do melanoma maligno provocado pelo sol e solários tem vindo a crescer, mas não se compara ao aumento de cancros no fígado ou no pulmão».

Cuidado com as crianças O sol contribui para a síntese da vitamina D, fundamental para o crescimento saudável das crianças, no entanto, convém mantê-las protegidas, seguindo algumas regras essenciais.

A maior parte dos conselhos que se seguem são também extensíveis aos adultos: – Evite que as crianças frequentem a praia entre as 11 e as 16 horas, período em que ocorre o pico da radiação solar; – Não permita que se exponham ao sol sem protecção; – Utilize um produto com índice adequado ao tipo de pele, nunca inferior a 20. Aplique-o meia hora antes da exposição e depois sensivelmente de 2 em 2 horas e após o banho; – Além do creme protector, as crianças deverão usar uma peça de roupa que cubra parte do corpo; – Cuidado com as t-shirts húmidas, porque nessas circunstâncias o poder de penetração dos raios ultravioleta aumenta; – O uso de chapéu e óculos escuros contribui para a protecção de áreas mais susceptíveis de serem afectadas, como é o caso do rosto, olhos e nuca; – Aconselha-se a ingestão de líquidos para evitar a desidratação.

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