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Insectos: Eles picam, picam, picam…

14 Julho, 2014 0

Verão é tempo de picadas de insectos. Não porque haja mais insectos, mas porque passamos mais tempo ao ar livre e com menos roupas, o que torna uma picada mais provável. Para a maioria das pessoas, é apenas um incómodo, mas para outras representa o receio de uma reacção alérgica.

O Verão, sobretudo nas zonas ribeirinhas e nas de vegetação mais abundante, abre a porta à proliferação de insectos, companhia nem sempre bem recebida quando se desfruta de uma esplanada, de um piquenique ou até de uma sesta à sombra frondosa de uma árvore.

O simples zumbido pode incomodar, mas o maior incómodo costuma acontecer quando não se limitam a rondar, mas tomam a pele como alvo e… picam.

E fazem-no por razões diferentes: uns, como os mosquitos, para se alimentarem, pois precisam do sangue que sugam na picada; outros, como as abelhas, para se defenderem, pois sentem o seu território ameaçado.

Quando picam, libertam substâncias que provocam uma reacção inflamatória acompanhada de inchaço, vermelhidão, comichão e dor. Coçar é a tentação imediata para obter alívio, mas a verdade é que a pele acaba por ficar irritada. A vermelhidão é o primeiro sinal, podendo formar-se uma pápula – trata-se de uma mancha geralmente avermelhada e elevada em redor da picada.

É isto que acontece à maioria das pessoas, mas há algumas que são mais sensíveis às picadas dos insectos e às substâncias que eles libertam. São pessoas que desenvolvem reacções alérgicas, que podem ter apenas manifestações cutâneas ou outras mais alargadas.

O primeiro nível de reacção caracteriza-se pela inflamação no ponto em que o insecto picou. Nalgumas situações raras, a reacção estende-se a outras zonas do corpo, e nesse caso as queixas podem envolver inchaço, pressão no peito, náuseas e vómitos, dores abdominais, dificuldade em respirar. Nas situações mais graves, pode ocorrer a chamada reacção anafiláctica, em que os sintomas são sobretudo respiratórios.

Esta é uma situação rara, de emergência médica.

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Depois da picada

A maioria das picadas de insecto resolve-se rápida e facilmente, com recurso a alguns gestos simples mas eficazes.

Em primeiro lugar, a pessoa deve sair do local onde foi picada, de modo a evitar novas picadas. Depois, é essencial lavar o local afectado com água e sabão, como forma de prevenir infecções.

Em seguida, pode-se aplicar gelo ou compressas frias, que ajudam a aliviar a dor e a comichão.

Há insectos, como as abelhas e as vespas, que não se limitam a picar.

Deixam ficar o ferrão, através do qual se vai libertando veneno. Em pequenas quantidades, este veneno apenas incomoda, mas, em doses maiores, atingidas quando há múltiplas picadas, pode dar origem a uma reacção tóxica, que apresenta os sinais típicos de envenenamento (dor de cabeça, febre, sonolência, entre outros).

Assim, há que tomar algumas precauções no momento de retirar o ferrão.

 Não se deve espremer nem torcer, pois corre-se o risco de libertar ainda mais veneno. O mais correcto é retirar suavemente o ferrão, com a ajuda, por exemplo, de uma pinça. Uma vez retirado o ferrão, deve lavar-se a zona da picada e de seguida aplicar compressas com vinagre ou sumo de limão (se a culpada é uma vespa) ou com uma solução de bicarbonato (se a autora da picada é uma abelha).

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